Soneto VI, in Livro dos Sonetos, vol I.

Danilo Borges
28 de setembro de 2013 às 18:53

Estando eu deitado em meu pobre leito

pertubou-me o devaneio, imaginações.

Ordenou-me e eu alto em seu conceito

obedeci às minhas belas obrigações.

 

Sem saber se pois terei o nome aceito,

no panteão da glória, e louros e brasões,

vejo o amor dos meus e este como efeito

para sublimar-me amorosas ilusões.

 

Mas ainda espero o bem terreno,

sua face feminina sei que não demora.

A mim, não cabe mais do que sereno,

 

como um cravo a esperar após a aurora,

encontrar a sua rosa em meio aos fenos,

como o porvir de braços abertos espera o Agora!

 

 

 

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