Sorrir

Anne Galindo

Como é bom sorrir
E aproveitar os bons momentos.
Como é bom jogar conversa fora,
E esquecer nossos problemas!

Sorrir, gargalhar, rir, pular, dançar
Aproveitar aquele dia alegre,
Que jamais irá voltar.

Como é bom sorrir para afastar a dor.
Ao menos bloqueia o sofrimento por um instante,
Trazendo um sorriso ao nosso semblante.

Sorrir, brincar, aproveitar.
Observar a beleza do céu.
Sorrir sem pensar…
Sorrir sem se preocupar.

Felicidade é tão boa.
Por que não é eterna?
Ela sempre faz falta,
Mas vai saber o que ela nos reserva!

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Destaque

Eu ressurgirei

Eu ressurgirei!
Das cinzas vou me levantar,
Em meio à escuridão que me prendia
Eu serei a luz em meio às Trevas.
Eu vou encontrar a saída neste caminho;esta escuridão não é mais forte que eu.
As pessoas à minha volta mais próximas
me incentivaram e me mostraram que existe saída, que eu sou forte e capaz de me levantar.

Eu ressurgirei,
Apesar de todos os malogros.
Apesar de um passado sofrido, quando fui muito magoada.
Agora sou ou tentarei ser como um rio límpido.
Forte, onde nada pode me abalar.

Eu ressurgirei,
Como galhos de uma árvore,
Que, quando quebrados, florescem novamente.

Eu ressurgirei,
Como azul do céu depois da tempestade.
Vai passar, sou forte, consigo lutar.

Se a vida me bater em uma das faces,
Eu ofereço a outra.
Porque de certa forma a dor nos fortalece.
Devemos saber lidar com ela.
Somos muito mais fortes do que ela.

Eu ressurgirei,
Mais forte que um trovão,
Mesmo com meu jeito sensível.

Eu ressurgirei,
Como o sol depois da noite.
Como sol depois da trovoada.

Talvez, ainda exista um vazio,
Mas desta vez sou forte.

Eu ressurgirei,
Como o dia.

Eu ressurgirei,
Sem medo do que me espera!
Eu ressurgirei,
Me levantarei mil vezes se for necessário.
Sou forte!

Eu ressurgirei.

Anne Galindo Requerer

 

Anne Galindo

Destaque

O que os outros pensam de você reflete quem eles são, não quem você é

Em Provocações Filosóficas

Os Sioux têm um provérbio muito interessante: “Antes de julgar uma pessoa, caminha três luas com seus sapatos”. Se referem ao fato de que julgar é muito fácil, entender o outro é um pouco mais difícil. Ser empático é muitíssimo mais complicado. E o julgamento só será justo se vivermos experiências iguais.

Entretanto, com frequência pretendemos que os outros nos entendam, que compreendam nossas decisões e as compartilhem, ou que, ao menos, nos apoiem. Quando não fazem o que queremos, nos sentimos mal, nos sentimos incompreendidos e até rejeitados.

É evidente que isso é difícil de aceitar, todos necessitamos que, em algumas situações, alguém acolha nossas emoções e decisões. É perfeitamente compreensível. Contudo, sujeitar nossa felicidade à aceitação dos demais ou tomar decisões com base no medo de que os outros não vão nos entender é um grande erro. Um grande e inominável erro.

 

Porque os que os outros pensam sobre você na realidade diz mais sobre eles do que sobre a sua pessoa. O que pensam reflete, com certeza, o que são eles, não quem é você.

Quando criticamos alguém sem usar a empatia de nos colocarmos em seu lugar e sem, ao menos,  tentar compreender o ponto de vista do outro, na realidade expomos nossa forma de ser.  Quando alguém diz ao mundo que você é uma má pessoa esta atitude revela que ela é insegura, tem um pensamento duro e cheio de estereótipos.

Quem critica o que não é, não compreendeu ou não quer aceitar

O mais certo é que por trás de uma crítica destrutiva quase sempre se esconde o desconhecimento ou a negação de si mesmo. Na verdade, muitas pessoas lhe criticam porque não compreendem suas decisões, não caminham com os seus sapatos, não conhecem a sua história e não entendem a verdadeira razão de ter escolhido o caminho que escolheu. Muitas pessoas ainda vão lhe criticar por desconhecimento mais profundo sobre o seu jeito e, sobretudo, por serem arrogantes e pensarem que são os donos absolutos da verdade.

Em outros casos, as pessoas lhe criticam porque veem refletidas em você certas características ou talentos que não querem reconhecer. O escritor francês Jules Renard afirmou com precisão:“Nossa crítica consiste em reprovar nos outros  as qualidades que cremos ter”.  Por exemplo, uma mulher que é maltratada pelo seu marido pode criticar duramente o divórcio. É uma forma de reafirmar sua posição. Diz a si mesma que deve seguir suportando essa situação. E o curioso é que quanto mais tóxica seja a crítica, mais forte se revela a negação dos seus sentimentos.

Na prática, em algumas ocasiões, a crítica destrutiva não é mais do que um mecanismo de defesa conhecido como projeção. Neste caso, a pessoa projeta nos outros os mesmos sentimentos, desejos ou impulsos que lhe são muito dolorosos. E com os quais não é capaz de conviver. De maneira que os percebe como algo estranho e que deve ser castigado.

Como sobreviver às críticas?

Ninguém gosta de ser criticado, principalmente se as críticas se transformam em duros ataques verbais. Infelizmente, nem sempre podemos evitar estas situações, mas devemos aprender a lidar com elas sem que as mesmas nos afetem em excesso.

Como faço para resolver isso? Aqui estão algumas estratégias diferentes, porém eficazes:

  1. Coloque-se no lugar de quem lhe critica. A empatia é um poderoso antídoto contra a raiva. Não podemos ter raiva de alguém quando compreendem8os como se sente. Por isso, da próxima vez que alguém lhe criticar, tente se pôr no seu lugar. Ainda que essa pessoa não seja capaz de se colocar no seu. Assim verá que é provável que se trate de alguém míope dos olhos da alma. Ou quem ainda não teve a sua experiência de vida e guarda muita amargura e ressentimento. Dessa forma, perceberá que não vale a pena se aborrecer pelas palavras ditas com raiva.
     
  1. Entenda que é somente uma opinião, nada mais.O que os outros pensam sobre você é a realidade deles, não a sua realidade. Tais pessoas estão lhe julgando segundo as suas experiências, valores e critérios. Se tivessem caminhado com os seus sapatos, talvez andado pelos mesmos caminhos que você percorreu, é provável que pensariam diferente. Portanto, assuma de vez que essas críticas, na realidade, são apenas opiniões jogadas ao vento, nem mais nem menos. E que são absolutamente tendenciosas. Por outro lado, você pode valorizá-las se perceber que pode tirar proveito delas. Mas você pode, simplesmente, desprezá-las; jamais permita que as críticas arruínem o seu dia.
  1. Devolva a crítica com graça. Quando se tratam de críticas destrutivas o mais conveniente é fazer “ouvidos moucos”. E saiba que essa pessoa não está aberta ao diálogo. Pois se estivesse, em vez de julgar e atacar, mostraria uma atitude mais respeitosa e compreensiva. Não obstante, haverá casos em que seja necessário dar um basta na situação. Depois de tudo, quando tivermos que enfrentar males extremos, devemos recorrer a soluções mais incisivas. Nestes casos, responda sem se alterar e com frases breves que não deem motivos às réplicas.  Por exemplo, você pode dizer: “Não pode dar opinião sobre coisas que você não conhece” ou “Creio que não entendeu e tampouco deseja viver em paz. Dessa forma, não aceito que me critique”. Não critique sem pensar antes

“Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência, pois todos podem ver, mas poucos compreendem o que veem”, disse Maquiavel, séculos atrás. Podemos fazer nossa própria frase e, ainda assim, mantermos sua vigência: “Criticar por criticar significa que temos a língua fora do cérebro”.

Texto de Jennifer Delgado – Extraído de Rincón de la psicología 

 

 

Destaque

Não te rendas

Mario Benedetti

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Grafite representando protesto dos coletes amarelos, releitura do quadro “A liberdade guiando o povo”, Delacroix

 

 

Não te rendas, ainda estás a tempo
de alcançar e começar de novo,
aceitar as tuas sombras
enterrar os teus medos,
largar o lastro,
retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viagem,
perseguir os teus sonhos,
destravar os tempos,
arrumar os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento:
ainda há fogo na tua alma
ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,
porque o quiseste e eu te amo,
porque existe o vinho e o amor,
porque não existem feridas que o tempo não cure.

Abrir as portas,
tirar os ferrolhos,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos,
abrir as asas
e tentar de novo
celebrar a vida e relançar-se no infinito.

Não te rendas, por favor, não cedas:
mesmo que o frio queime,
mesmo que o medo morda,
mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo na tua alma,
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque cada dia é um novo início,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, por eu te amo.

 

Destaque

A Montanha Mágica

O teu repouso, pedra, enquanto passo,

Faz o sonhar mais lento ao deus que dança.

Temo o fim do que avança pelo espaço,

Mas o teu sono lasso o tempo amansa.

 

Tudo o que vive neste mundo cansa:

Já nem meço a extensão do meu cansaço.

O amor inclina os seres à esperança

E a quem vive da espera o tempo é escasso.

 

Jacó serviu sete anos, e mais sete,

Labão, pai de Raquel. E mais servira…

Comigo a conta se repete.

 

Imoto, sofro ao Tempo que me fira,

Sem que te arremedar me desinquiete.

Espero, e fiz-me pedra que delira.

29-06-2012

Ascher-Cliff-Restaurant-Suíça

Big Brother Brasil, um programa imbecil

Por Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação. Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder: Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

 

Antônio Carlos de Oliveira Barreto, nascido nas caatingas do sertão baiano, em Santa Bárbara, na Bahia, é Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que nasceram para evoluir espiritualmente. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi lançado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia. Antônio Barreto Teve vários trabalhos foram publicados em jornais, revistas e antologias, além de ter escrito centenas de folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, entre vários títulos ainda inéditos. Ele também compõem músicas na temática regional, como toadas, xotes e baiões.

Destaque

O apocalipse nosso de cada dia

Todos os dias é o fim do mundo de alguém:
Amores são perdidos
Impérios novos e antigos se esfacelam
Hospitais, médicos, doentes são bombardeados
Cidades arrasadas
Mulheres estupradas
Refugiados afogados
Escravos torturados
Crianças mutiladas
Atletas incinerados

Todos os dias um mundo se acaba:
Florestas são arrasadas
Doces rios doces enterrados vivos
Sob as lamas de várias Samarcos
Genocídios de todos os tipos
Contra todos os diferentes
Contra todas as minorias
Contra todos os vulneráveis, rejeitados, dissidentes,
Com todos os tipos de armas,
Empalados, estripados, degolados, eletrocutados, fuzilados,
Dizimados…

Há infinitos apocalipses diariamente.
Seu mundo acabou algumas vezes?
Até gigantes estrelas se apagam
Corpos celestes se precipitam na vastidão do nada
Do qual nem a luz escapa

Porém os astros não têm sangue, músculos,
Terminais nervosos, medula, mente.
Nada sentem, criam, aprendem
Pelo, sobre e com seu implacável fim.

Leve um instante, leve um milhão de anos,
As constelações nada sentirão diante do abismo.
Por isso, perdoe-me o poeta:
Somos algo mais que filhos do carbono e do amoníaco.
Perdoe-me o astrônomo:
“Somos feitos da mesma matéria das estrelas” e muito, muito além…

Godoy – 2017

CaronteAlmasEstigeLytovchenkoOlexandr
Caronte e as Almas no Estige de Lytovchenko Olexandr

Pássaro azul

Charles Bukovski

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo, fique aí, não deixarei
que ninguém o veja.

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas eu despejo uísque sobre ele e inalo
fumaça de cigarro
e as putas e os atendentes dos bares
e das mercearias
nunca saberão que
ele está
lá dentro.

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou duro demais com ele,
eu digo,
fique aí, quer acabar
comigo?
quer foder com minha
escrita?
quer arruinar a venda dos meus livros na
Europa?

há um pássaro azul em meu peito que
quer sair
mas sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites
quando todos estão dormindo.
eu digo, sei que você está aí,
então não fique
triste.

depois o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho
lá dentro, não deixo que morra
completamente
e nós dormimos juntos
assim
com nosso pacto secreto
e isto é bom o suficiente para
fazer um homem
chorar, mas eu não
choro, e
você?”

ONE

Poética de Botequim

wallpaper-casal-de-joaninhas-da-margarida-807 Para ninguém mais neste mundo tal imagem tem sentido e sentimento igual!

Homenagem à minha irmã Alcyone em seu aniversário.

One, one, meu Deus! Quanto amor!

Nem sei ter palavras para abarcar.

Só me resta com teu título brincar

E assim recordar tua tão séria infância.

All- começa com A de amigos que tinham

Tanta preguiça de, a palavra

justa inteira, pronunciar!

Mesmo assim: por todos os olhares,

Que atrais em todos os teus dias, és All!

Cy – só esse pedaço é igual

Ao da amada de Macunaíma;

Cy – que também virou a estrela mais

brilhante, como o todo do teu nome.

One – no final és uma, única, una,

Embora em outro idioma;

assim quis teu progenitor,

Que chamada fosses, nos dias

em que com o dom da vida nos uniu !

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