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Enem 2020

Obras literárias  Embora o ENEM não divulgue uma lista de obras de leitura obrigatória para realizar a prova, como outras instituições que aplicarm o vestibular (livro para o vestibular) , não é raro encontrar questões construídas a partir de trechos de obras literárias consagradas. Por isto, a abordagem mais comum está associada à interpretação de …

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Literatura em travessia

"O real não está na saída nem na entrada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia." Guimarães Rosa Literatura em Travessia - criando novos caminhos é um projeto com uma série de conversas relacionadas ao segmento e o contexto atual. Pretende trazer a visão de mulheres e jovens envolvidos com o …

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Nós

Thaís de Godoy Chegamos até aqui fomos longe demais... nossa vida tripla, ano após ano, nos uniu eu você e nós e os nossos nós nós dos nossos dedos tortos apontam um futuro incerto nos esquecemos de duvidar das nossas dúvidas de questionar nossos questionamentos... Alexandre ainda procura com sua espada aquele nó górdio que …

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Interregno

Em memória de Paulo de Godoy Na hora da Lua Vazia, você nos abandonou! A lua cheia era uma cabeça pendurada no ar Perfeitamente alinhada a dois pingentes de diamantes. Você escolheu um lindo dia Você escolheu um lindo lusco-fusco Uma linda noite de indescritível silêncio capsular Você escolheu absoluto o silêncio Sem despedidas Sem …

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Poesia III

Tirei minha Tristeza pra dançar. Dançamos uma valsa de silêncios dolorosos, Rodopiei por salas habitadas Por todas as partidas prematuras Em que ela me guiava, me girando pelos ares. Com um nó preso bem no fundo da garganta, Entreguei, sem luta e por cansaço, Minhas fibras à cadência de seus passos. Olhando bem no fundo …

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Apenas palavras

As palavras são nada. Em si, carecem de sentidos, se os gestos não as acompanharem. Assim calar é louvável a alguns algures. Imprudência confiar nas palavras, já que quem mente mergulha a todos em fantasia? Sonha que a todos ludibria? Para si, ciladas cria? Mas não ilude plenamente: há uma gota de verdade em cada mentira. …

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Poeta obscuro

Imaginei como seria um poema escrito por meu pai em homenagem a Carlos Bueno Guedes e Federico Garcías Lorca, ambos artistas presos por regimes totalitários que esmagam pessoas idealistas e temem em excesso perigosos poetas. Infelizmente, meu pai faleceu e não teve oportunidade de conhecer a história de Carlos, seu teatro, seus milhares de poemas …

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Insônia

Álvaro de Campos Insónia Não durmo, nem espero dormir. Nem na morte espero dormir. Espera-me uma insónia da largura dos astros, E um bocejo inútil do comprimento do mundo. Não durmo; não posso ler quando acordo de noite, Não posso escrever quando acordo de noite, Não posso pensar quando acordo de noite — Meu Deus, …

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O Nada

Coletivo Sincronistas

Hoje, infelizmente, faleceu a avó de uma de nossas sincronistas: Viviane. Gostaria de homenagear essa senhora, embora nunca a tenha conhecido, creio que se ela ajudou a educar nossa querida amiga tão bem, ela só pode ter sido uma mulher fantástica.

O nada

Thaís de Godoy Morais

Nada se extingue.

Tudo o que há é um reflexo

Do que já houve.

O que já houve são ecos ressoando

No presente…

Se aqui ninguém seu tinir ouve,

É porque nada,

Na dor de um ser ausente,

Se distingue.

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O operário que sonhava ser poeta – parte I

Homenagem ao meu amado pai, Manir. Quanta saudade que não cabe em mim! Procurei seguir seu último pedido feito a mim: o de escrever um poema sobre ele. Embora eu tenha sido, até aquele dia derradeiro, apenas uma leitora, me esforcei na tarefa, cujo resultado está muito aquém do valor desse grande homem.   In …

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O Portal da Vida e da Morte

8

 

Poética de Botequim

Quando estava perdido, Tentando conciliar a dor e a alegria,

O corpo e o espírito,

Você e eu,

Soube que existe um lugar,

Um lugar onde há um portal,

O “Portal da Vida e da Morte”.

O portal que nos levará à Revolução tão esperada,

Quando, finalmente,

O claro e o escuro,

a pedra e a pluma,

o céu e a terra

Serão parte de um mesmo

Todo, sem se digladiar.

Mas onde o Portal da Vida e da Morte estará?

Só sei que é perto do “Ponto de Ouro de um Milhão”.

Esse é o segredo da vida, que há pouco intuí, mas nunca completo vi.

Montanha Tianmem, China

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Pessoa, meu amor

Pessoa, meu amor   Como declarar meu amor neste dia querido em que você nos presenteou com o dom de sua vida? Feliz aniversário, pessoa complicada e complexa! “Louco porque também quis grandeza qual a sorte não dá.” Você é o Encoberto também neste mesquinho mundo.   Quando voltará nosso messias da poesia? Estamos órfãos …

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Revista Sincronistas – 1ª Edição

Coletivo Sincronistas

A Revista Sincronistas reúne textos e ilustrações das nossas artistas, celebrando o talento das mulheres da nossa região.

Para a primeira edição, escolhemos o tema “Sincronicidade”,  força essencial para o nosso encontro e união, e que nos impulsiona até nossos objetivos. Os textos e artes falam sobre o conceito de sincronicidade, os acasos improváveis e o destino, questão que nos instiga e tira o nosso sono.

As edições da Revista Sincronistas serão bimestrais, sempre com a participação das integrantes do coletivo e de convidadas.

Para receber em seu e-mail, clique aqui e cadastre-se na nossa newsletter.

Confira abaixo a capa da nossa edição de estreia.

capa revista1

A próxima edição sairá na segunda semana de março/2018.

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Revista Sincronistas – 3ª Edição

Saiu a 3ª edição da Revista Sincronistas, cujo tema é o Trabalho, em homenagem ao dia 1º de Maio. O coletivo Sincronistas é composto por escritoras do Vale do Paraíba, com a  colaboração da ilustradora Alcy de Godoy da cidade de São Paulo.

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Coletivo Sincronistas

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Trabalho. Palavra tão pequena, mas com tão grandes implicações. Em nossa sociedade, é algo que nos define, que nos acompanha até a velhice, tão emaranhado em nossas vidas que fica difícil imaginar uma existência sem a obrigatoriedade de produzir algo.

Enquanto assistimos ao sucateamento dos direitos trabalhistas, à exploração desenfreada (dos seres humanos e da natureza) em nome do dinheiro, a pergunta que fica é: o que podemos fazer para mudar esse cenário? Embora não tenhamos as respostas, fazemos o que está ao nosso alcance, lutando com palavras, com a nossa arte e com resistência.

Na 3ª edição de nossa revista, abordamos o tema do trabalho sob diversos aspectos, trazendo reflexões sobre o papel da mulher trabalhadora, mães e o mercado de trabalho, desigualdade de gênero no trabalho, entre outros.

Esperamos que essa…

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Mancebo

Poética de Botequim

12181781

Jacó trabalhou como pastor para Labão

Durante sete anos para merecer a mão

de sua filha Raquel, serrana bela.

Mas se não a visse novamente,

antes de a Terra girar quatro

vezes mais ao redor do Sol,

Jacó, dela, se lembraria?

Tudo o que os olhos não viram,

naquela época remota da juventude,

o peito, agora maduro, ainda desejaria?

Nosso menino, ao crescer, nem das saias

De sua impúbere menina se esqueceu.

Ao contrário do pai de Raquel _que não

premiou Jacó, matando-o por dentro

ao entregar-lhe a outra filha mais velha, Lia,

_ o remendo das pontas soltas da vida

É o presente que receberá por sua espera.

Febre de mancebo dura a vida toda!

06-09-2012

Contraponto a:

Trecho do texto de Gian Luca para ler o texto completo acesso o link – Clamor do Sexo

Poema de Wordsworth declamado por Deani no fim do filme:

“What though the…

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Poesia III

Recordando meu estado confuso de seis anos atrás.

Poética de Botequim

Jaraguá, exata 1980, de Evandro Carlos Martins

O espírito da poesia me acordou?

Ou escrevo para poder dormir?

Ou será que estou com fome?

Leite morno, biscoito Nestlè Classic Duo!

Calmantes conseguem explicar

E entender o que sentimos?

Só dá para identificar com

Certeza aquilo que dói

porque o pretérito imperfeito

é o meu tempo.

22 de novembro de 2012.

 

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Contos da Lua Vaga

Eurico de Barros Há um tema contínuo e unificador na filmografia de Mizoguchi: a mulher, a sua situação na sociedade japonesa e a sua relação com os homens. O interesse dele pela condição feminina radica em dados biográficos: a mãe e a irmã mais velha, Suzuko, eram maltratadas pelo pai, que acabou por vender a …

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Refugiados

Você, que é tão erudito, recite-me versos suaves, por piedade, para recuperar de viver a vontade!   Você, que é tão ajuizado, Por misericórdia me dite os santos escritos Nos templos ouvidos, Para alimentar desgraçados proscritos!   Você, que é tão são, por compaixão, reze-me uma oração para alentar a quem vive ao relento; a quem …

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Minha cara

Minha cara de Ricardo Costa   Suas curvas escorrem Por belezas leves Seus olhos verdes Nariz delicado e esbelto Rosto que me faz gosto Seu corpo naveguei Como encosto do meu corpo Das bordas às solas contornei Sua pele fina, clara e rara Acariciei e amei Ara meu coração Que me leva a ação Sua …

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O brasileiro e o abismo

A melhor frase que ouvi recentemente sobre os brasileiros é de Teolinda Gersão, autora portuguesa do livro "A cidade de Ulisses": mesmo diante do abismo, os brasileiros sorriem, ficam alegres, parecem pensar que são tão grandes que não caberão nele. Se essa aparência reflete o que realmente sentimos, eu não sei. Acho que simplesmente não …

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Liberato

Zeus, por favor, me cubra; Por piedade me cubra com seu manto protetor no frio! No calor me cubra com sua chuva refrescante. Nas viagens me cubra com suas acolhedoras penas. Por favor, por amor me proteja de toda a dor, de todo mal. Senão juro, por Juno, enlouquecerei e sairei rumo ao Oriente desnudo …

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A mulher mais linda da cidade

O conto "A mulher mais bela da cidade", de Bukowski, é horrível e belo, como seus personagens. Ainda estou digerindo porque é muito impactante.  Agora percebo que alguns amigos da faculdade imitavam esse autor. Eu me pergunto por que demorei tanto para ler as obras dele. Acho que tinha medo de conhecer esse mundo, ou …

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Leitura ostentação

Acabei de adquirir Crônica de um amor louco: ereções, ejaculações, exibicionismos - Parte I, do Bukowski. Exibicionismo é a cara da nossa era e não posso ficar de fora, então aí está. Não acredito que só agora resolvi ler sua obra. Vamos ver se é um livro "maldito" mesmo ou um maldito livro. É provável que …

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Se te amei um dia

_Num dia, venci este teu jogo atroz. Se te amei um dia, foi porque, quando falavas com a boca cheia de alegria, Iluminavas todos os meus dias. Se te amei um dia, foi porque, quando me beijavas e falavas de poesia, Tua boca me afogava em lascívia. Foi porque, atrás de fragilidades, vi tua força. …

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Além de minhas forças

Além de minhas forças Doce brisa trouxe até mim um pássaro canoro Que coloriu meus dias amenos; Que em minhas manhãs colocou um sorriso; Que aspergiu vigor em meus membros E aspirou de mim o cansaço. Silêncio! Quero escutar sua serenata Para embalar o meu sono sereno; Elevar sobre mim meu espírito; Fazê-lo pousar no …

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Vício

  Sim, sempre tenho um vício. Subscrevo, confesso, admito! Sim, sou viciada, mas não naquilo que imagina o meritíssimo. Mas sim em querer coisas que nunca existiram. Viciada em fingir um poema para cada ser que gostaria de ser eterno:   Cada pequena folha que de uma árvore cai sem fazer alarde; Cada música que …

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À Palestina

À Palestina, o sangue, que jorra das veias de seu povo, É esquecido, é ignorado. Até quando fingiremos que tudo é normal? Até quando viraremos as costas àqueles que sofrem de um grande mal? “Assim caminha a humanidade”, uns dizem. Outros permanecem calados, Enquanto seus filhos se esquivam da morte sem Saber se seus passos serão …

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O grande equívoco de Jorge Luis Borges

É difícil imaginar o autor argentino como um rebelde, já que o senso comum acredita que ele era apenas um homem em sua biblioteca, um dândi alheio à política, em sua torre de marfim. Ele próprio dizia-se avesso à política e autodefiniu-se como um anarquista conservador. Contudo, sua vida e suas escolhas polêmicas dizem o …

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É noite

De longe vem o som das pequenas criaturas da noite, meus irmãos. Aos ouvidos, chega com muito esforço O canto sombrio de um pássaro Que sai de seu repouso. Solitários um sapo e um grilo conversam, enquanto dormem seus iguais. Luzes ao longe parecem piscar, Mas é só o vento que balança as árvores que …

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A arma

Serpenteio sobre o seu corpo inerte E sinto seus cílios roçarem meu braço. Estica seus braços, com eles me envolve. Ouço seu coração e, nisso, me refaço. Caio no lago dos seus olhos e, neles, nado. Corro por vales, montanhas, me embrenho em florestas, Descanso em seu regaço: Dali só saiu quando sua arma tiver …

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Revolução de Jasmim, in memoriam de Mohamed Bouazizi

ثورة الياسمين   A púrpura tirou-lhe o pão E a humilde banca de frutas. Sem meios para o sustento, Azizi vende dor "a todos aqueles que sonham com a liberdade".   Nos muros, palavras oníricas viraram concreto pelo concreto Ou virarão algum dia? Ele imaginou o saldo de seu gesto? Se soubesse, novamente se imolaria? …

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Vive dentro de mim

Dentro de mim há mundos, Dentro de mim moram seres, que ninguém nunca viu. Mora um duende caolho E uma girafa cambeta, Duplas meninas de trança E um menino perneta.   Dentro de mim vivem vovós já cansadas de viver E moças que já são vós sem nem filhos ter.   Dentro de mim, moram …

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Incubus

Incubus No vale, uma sombra esgueira-se pelo silencioso jardim, Passa diante da solitária janela  do campo.   Do indefeso corpo cansado de colher O sono logo se apossa.   A inocência do repouso perturbada. Vitalidade dragada à exaustão. Espírito de satisfação sedento e preso sob o peso De encantos enganosos De deleites incertos De horripilante prazer, …

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Da ardósia

Adiantaria lhe dizer Que a mais rara essência É oferecida nos menores frascos? Ou que um bruto diamante, é reduzido ao ser polido, Até libertar seu brilho? Adiantaria falar que você é constituído Pela mesma matéria das estrelas? Que o macro contém o micro? Ou que até os maiores astros São formados por elementos tão pequenos, …

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Na Palestina: O velho, a árvore, o ônibus

Poética de Botequim

À Abd Al-Hasib Atta Zaloum

Sobre o solo, jaz a carcaça do que um dia fora um ônibus.

Hoje, tornou-se abrigo do velho sem lar.

As estrelas no céu velam por eles à noite.

O frio passa pela vidraça estilhaçada,

Vem sorrateiro lhes acompanhar.

Assim que ficou pronta,

sua antiga morada foi demolida;

sua terra, por colonos, roubada.

Converteram-na em área de segurança.

Segurança para quem,

se o velho agora vive ao relento?

Não é o velho, de humanos, rebento?

Não necessita de segurança também?

É menos humano que as crianças da escola ali próxima?

Já que delas só recebe desdém?

Sob o sol escaldante, a sombra vem de uma árvore solitária.

A árvore de dia e o ônibus à noite são o seu reino,

Que nem o rei da Jordânia igual tem.

Como a vida que poderia ter tido foi interrompida,

Nesse solo só quer seus olhos cansados plantar

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A vida

"A vida é luta renhida"G. Dias Mimado menino acostumado a fazer manha; Menino promíscuo acostumado a fazer birra, Toma tento e até que cresça não me apareça! Que a vida não pára, não volta, não espera E se acaba tão depressa... Menino mimado e desacostumado ao não, Não pode voltar ao seu ninho, Porque seus …

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Amar

Carlos Drummond de Andrade Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?amar e esquecer, amar e malamar,amar, desamar, amar?sempre, e até de olhos vidrados, amar? Que pode, pergunto, o ser amoroso,sozinho, em rotação universal,senão rodar também, e amar?amar o que o mar traz à praia,o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,é sal, ou …

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A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,tenho razão de te acusar.Houve um pacto implícito que rompestee sem te despedires foste embora.Detonaste o pacto.Detonaste a vida geral, a comum aquiescênciade viver e explorar os rumos de obscuridadesem prazo sem consulta sem provocaçãoaté o limite das folhas caídas na hora de cair.Antecipaste a hora.Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.Que …

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Carta aos reitores

Antonin Artaud Basta de jogo de palavras, de artifícios de sintaxe, de malabarismos formais; precisamos encontrar – agora – a grande Lei do coração, a Lei que não seja uma Lei, uma prisão, senão um guia para o espírito perdido em seu próprio labirinto. Além daquilo que a ciência jamais poderá alcançar, Ali onde os …

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O direito à tristeza – Contardo Calligaris

Laboratório de Sensibilidades

As crianças têm dois deveres. Um, salutar, é o dever de crescer e parar de ser crianças. O outro, mais complicado, é o de ser felizes, ou melhor, de encenar a felicidade para os adultos.Esses dois deveres são um pouco contraditórios, pois, crescendo e saindo da infância, a gente descobre, por exemplo, que os picolés não são de graça. Portanto, torna-se mais difícil saltitar sorrindo pelos parques à espera de que a máquina fotográfica do papai imortalize o momento. Em suma, se obedeço ao dever de crescer, desobedeço ao dever de ser feliz.A descoberta dessa contradição pode levar uma criança a desistir de crescer. E pode fazer a tristeza (às vezes o desespero) de outra criança, incomodada pela tarefa de ser, para a família inteira, a representante da felicidade que os adultos perderam (por serem adultos, porque a vida é dura, porque doem as costas, porque o casamento é tenso…

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