Vladimir Saflate fala sobre a democracia no Brasil

Muito importante assistir a essa entrevista para conseguir enxergar uma saída no fim do túnel da atual crise e refletir sobre outras formas de democracia. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=218042368802211&id=163618174244631  

A Doutrina do Choque – A Ascensão do Capitalismo do Desastre

Fridmann, o economista que defendeu o capitalismo neoliberal, e suas ideias são considerados os responsáveis pelas crises econômicas dos últimos 40 anos. Inclusive pelo crash de 2008, pela qual nenhum responsável foi preso. Apesar de defender a não intervenção do estado na economia, as empresas de seguro aceitaram dinheiro do governo para cobrir seu rombo e ainda ganharam bonificação. O lucro é privado, mas o investimento é público, porque o povo americano com seus impostos salvou essas empresas particulares.

As teorias econômicas de Fridmann, que eram consideradas loucuras após a crise de 1929, ganharam força na década de 1950, contudo recentemente foram descartadas por dois vencedores do prêmio Nobel, devido aos desastres econômicos que têm causado, mas os políticos ainda não estudaram o resultado catastrófico dessas teorias e continuam aplicando como se ainda estivéssemos na década de 1910. O laissez-faire fracassou várias vezes, o controle total do Estado também. No entanto, nenhum político fala em adotar um meio termo ou uma terceira via para solução das crises econômicas. Grécia, Portugal, Espanha, EUA são alguns dos países que quebraram recentemente, após a globalização que não trouxe o progresso prometido para a classe trabalhadora pelo menos.

Com esse documentário, chega-se à conclusão de que paz e capitalismo neoliberal são incompatíveis. O capitalismo precisa da guerra, precisa da crise, o que é trágico. Segue um resumo do livro “A Doutrina do Choque” (2009): documentário dirigido por M. Whitercross e M. Winterbottom, roteiro de Naomi Klein.Naomi Klein põe um fim ao mito de que o mercado livre global triunfou democraticamente. Expondo o modo de pensar, o rasto do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas. “A Doutrina do Choque” é a história absorvente de como as políticas de “mercado livre” da América têm vindo a dominar o mundo – através da exploração de povos e países em choque devido a inúmeros desastres. Na conjuntura mais caótica da guerra civil do Iraque, é apresentada uma nova lei que permitiria à Shell e à BP reclamar para si as vastas reservas petrolíferas do país…

Imediatamente a seguir ao 11 de Setembro, a administração Bush concessiona, sem alarido, a gestão da “Guerra contra o Terror” à Halliburton e à Blackwater… Depois de um tsunami varrer as costas do sudeste asiático, as praias intocadas são leiloadas ao desbarato a resorts turísticos… Os residentes de Nova Orleães, espalhados pelo furacão Katrina, descobrem que as suas habitações sociais, os seus hospitais e as suas escolas jamais serão reabertas.

Estes acontecimentos são exemplos da “doutrina de choque”: o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos – guerras, ataques terroristas ou desastres naturais – para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica. Por vezes, quando os dois primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas. Baseado em investigações históricas inovadoras e em quatro anos de relatos no terreno em zonas de desastre, “A Doutrina do Choque” mostra de forma vívida que o capitalismo de desastre – a rápida reorganização corporativa de sociedades que tentam recuperar do choque – não começou com o 11 de Setembro de 2001. O livro traça um percurso das suas origens que nos leva há cinquenta anos atrás, à Universidade de Chicago sob o domínio de Milton Friedman, que produziu muitos dos principais pensadores neoconservadores e neoliberais cuja influência, nos nossos dias, ainda é profunda em Washington. São estabelecidas novas e surpreendentes ligações entre a política económica, a guerra de “choque e pavor” e as experiências secretas financiadas pela CIA em electrochoques e privação sensorial na década de 1950, pesquisa essa que ajudou a escrever os manuais de tortura usados hoje na Baía de Guantanamo.
Jorge Fernandes

Poética de Botequim

Com esse documentário, chega-se a conclusão de que paz e capitalismo neoliberal são incompatíveis. O capitalismo precisa da guerra, o que é trágico.

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Duas notas sobre a Palestina

materialismo histórico-geográfico

Deixo abaixo duas notas que fiz em minha página do facebook sobre a Palestina.

Sobre a “questão palestina”

Apenas acordo e, viciadíssimo nas redes sociais, abro a página do facebook onde encontro um post da “Eurasia – Rivista di Studi Geopolitici”, divulgando um número especial sobre a Palestina (edição n. 2, 2009). Nada mal, sabendo usar, até que as redes sociais podem contribuir para o nosso esclarecimento acerca deste “mundo grande e terrível”.

Único texto livre de pagamento, o editorial (Palestina, Provincia d’Eurasia) é bastante completo, até mesmo em termos de reconstituição histórica, e logo me põe a conhecer dados demográficos realmente aterradores. Vamos a eles.

Em 1880 a comunidade judaica na Palestina — que por esta época era uma estável província do Império Otomano, gozando mesmo de um importante desenvolvimento econômico, social e cultural — era de apenas cerca de 24 mil indivíduos; de 1880 a 1908 passa…

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À Palestina

À Palestina, o sangue, que jorra das veias de seu povo, É esquecido, é ignorado. Até quando fingiremos que tudo é normal? Até quando viraremos as costas àqueles que sofrem de um grande mal? “Assim caminha a humanidade”, uns dizem. Outros permanecem calados, Enquanto seus filhos se esquivam da morte, sem Saber se seus passos serão …

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Destaque

O grande equívoco de Jorge Luis Borges

É difícil imaginar o autor argentino como um rebelde, já que o senso comum acredita que ele era apenas um homem em sua biblioteca, um dândi alheio à política, em sua torre de marfim. Ele próprio dizia-se avesso à política e autodefiniu-se como um anarquista conservador. Contudo, sua vida e suas escolhas polêmicas dizem o …

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Camus/Sartre: le mote de la fin

Il y a six mois, hier encore, on se demandait: «Que va-t-il faire?» Provisoirement, déchiré par des contradictions qu'il faut respecter, il avait choisi le silence. Mais il était de ces hommes rares, qu'on peut bien attendre parce qu'ils choisissent lentement et restent fidèles à leur choix. Un jour, il parlerait. Nous n'aurions pas même …

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“Protesto pacífico” não é possível sem investimentos em Educação

“Protesto pacífico” não é possível sem investimentos em Educação O que me espanta é que a violência não seja muito maior                                                                     …

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A limpeza étnica da Palestina

DANIEL AVELAR DE SÃO PAULO 27/04/2017 07h00 Israel não conseguirá manter o sistema ideológico que o sustenta para sempre. Quem faz o prognóstico é o historiador israelense Ilan Pappé. "Estamos em uma encruzilhada: as pessoas em Israel sabem do que o país fez no passado e faz no presente, mas a maioria ainda aceita isso …

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Renato Janine Ribeiro: “No Brasil temos uma imprensa que efetivamente mente”

Leiam porque a Rede Globo, SBT e outras emissoras estão se esperneando tanto para derrubar a Dilma e porque os globais foram aos protestos Por que a dívida da Globo não é manchete de jornal? O que descobriríamos se os jornalistas brasileiros fossem atrás das denúncias de sonegação que envolvem grandes grupos de comunicação e que …

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O cabresto da imprensa – Globo recebeu 6 bilhões do Governo Federal

Os rastignacs¹ do século XXI O Governo Federal gastou R$ 13,9 bilhões com publicidade nas emissoras de televisão nos últimos 12 anos. Só a Rede Globo recebeu R$ 6 bilhões. No governo de Fernando Henrique Cardoso, a Globo recebia 49% do total destinado a publicidade, mas atualmente recebe apenas 36%:  R$ 452 milhões no último ano. …

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Chomsky: Este é o momento mais crítico na história da humanidade

Numa longa conversa, Chomsky analisa as principais tendências do cenário internacional, critica a escalada militarista do seu país e afirma que as alterações climáticas são o pior problema que a humanidade já enfrentou. Por Agustín Fernández Gabard e Raúl Zibechi 9 de Fevereiro, 2016 - 15:08h “Os Estados Unidos foram sempre uma sociedade colonizadora. Ainda …

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