Soneto VIII, in Livros dos Sonetos, vol I.

Danilo Borges

28 de setembro de 2013 às 19:23

Entreguei-me à febre da imaginação,

para não ver morrer meus vivos ideais.

Imaginei na mente e forjei no coração

que felicidade é sonhar e vitória ser capaz.

 

Lúcidos projetos lancei à luz da minha mente,

para realizar meus sonhos, transpiro até sangue.

Desejo a plenitude do futuro e, no entre-as-gentes,

Minha fé é o horizonte que minh’alma expande.

 

Minha vida flana como uma asa aberta,

voando longe à procura do cotentamento,

sendo o amor esta lança que meu peito espeta,

 

levarei ao meu túmulo tão enorme atrevimento.

Gravarei em minha lápide: À Lembrança:

Foi poeta, amou. Morreu do mesmo sentimento.

 

 

São Paulo, Consolação, idos de.

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