Grogues

Alguns dos artistas abaixo foram considerados “poetas malditos” por viverem à margem da sociedade se recusando a seguir ou não conseguindo, simplesmente, seguir as regras vigentes e por adotarem um estilo de vida fora das convenções sejam elas religiosas, políticas, ou das instituições as quais, às vezes, eles pertenciam. Alguns morreram prematuramente devido à vida boêmia, ao abuso do álcool, à tuberculose ou ao suicídio. O termo “poetas malditos” aplica-se não só a poetas do século XIX como Rimbaud, Verlaine, Mallarmé e Baudelaire, mas também aos vanguardistas do início do XX. Seu símbolo de resistência é representado pela figura de Antígona que, embora fosse rebelde em relação a uma lei injusta que a proibia de enterrar seu próprio irmão, buscou seguir uma ética própria e ao desobedecê-la foi condenada à morte.

Outros autores, como Rumi e Farid, surgiram muito antes de tal expressão ter sido criada, mas em sua poesia enalteciam o prazer, algo contrário às principais religiões de seu tempo. Dante, por exemplo, em A Divina Comédia considera-se perdido e um candidato provável a ir para o Inferno, se não se emendasse.

Aliás, o  Inferno é um lugar bastante interessante apesar do sofrimento, pois recebeu personagens conhecidos por seus excessos, o que sempre rende excelentes histórias.

Eis aqui uma pequena degustação de textos de diversos autores, a maioria rebeldes ou críticos da condição humana no mundo. Destino uma mesa à parte a eles; bebam à vontade!

I

Farid ud-Din Attar

Rumi

II

Safo de Lesbos

  • À Amada e convite de Alceu a Safo

Alceu de Metilene

II

Dante Alighieri

Fiódor Dostoievski

Honoré de Balzac

Arthur Rimbaud

Marguerite Duras

Juan de la Cruz

Federico Garcia Lorca

Pablo Neruda

Jorge Luis Borges

É difícil imaginar o autor argentino como um rebelde, já que o senso comum acredita que ele era apenas um homem em sua biblioteca, um dândi alheio à política, em sua torre de marfim. Ele se autodefiniu como um anarquista conservador.

Borges foi diretor da Biblioteca Nacional entre 1955 e 1972. Por ser anti-peronista radical, o escritor foi demitido de seu cargo quando Perón assumiu seu terceiro mandato. Assim, a doação de mais de 1000 livros de sua biblioteca pessoal para a Biblioteca Nacional foram esquecidos pelos funcionários peronistas e ficaram encaixotados por mais de 30 anos. Recentemente uma busca tem revelado que outros livros foram doados por ele,  mas omitiram a identidade do doador por questões políticas. Portanto, o autor alienado foi perseguido por suas posições políticas.

Posicionou-se desastradamente a favor da ditadura na Argentina, aparentemente porque a época era a única alternativa ao peronismo o qual abominava por suas ligações vergonhosas com o nazismo e por essas perseguições que sofreu por manifestar suas posições em voz alta. O guarda-costas e suposto amante de Evita,  Otto Skorzeny, por exemplo, havia sido o preferido de Hitler e de Mussolini. Otto auxiliou a fuga de vários nazistas para a Argentina com auxílio de Perón.

No fim de sua vida, ao responder a perguntam que mensagem deixaria aos jovens respondeu o seguinte: “Eu não soube administrar minha vida, então não posso dirigir a vida dos outros. Minha vida foi uma série de equívocos. Não posso dar conselhos. Ando um pouco à deriva. Quando penso no meu passado, sinto vergonha. Eu não transmito mensagens, os políticos transmitem mensagens.”

Eu tiro uma lição disso, no Brasil o ódio a certo partido político pode nos levar ao pior dos pesadelos.

William Shakespeare

William Blake

Lord Byron

Percy Shelley

Edgar Allan Poe

Walt Whitman

T.S. Eliot

A CANÇÃO DE AMOR DE J. ALFRED PRUFROCK

Sthéfane Mallarmê

III

Joam Roiz de Castel-Branco

Eça de Queiroz

Camilo Pessanha

Flor Bela Espanca

IV

Gregório de Matos Guerra

Gonçalves Dias

Manuel Antônio Álvares de Azevedo

Aluísio Azevedo

Augusto dos Anjos

Mário de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Poema das Sete faces

Cruz e Sousa

Raquel de Queiroz

Rubem Alves


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