A Montanha Mágica

O teu repouso, pedra, enquanto passo,

Faz o sonhar mais lento ao deus que dança.

Temo o fim do que avança pelo espaço,

Mas o teu sono lasso o tempo amansa.

 

Tudo o que vive neste mundo cansa:

Já nem meço a extensão do meu cansaço.

O amor inclina os seres à esperança

E a quem vive da espera o tempo é escasso.

 

Jacó serviu sete anos, e mais sete,

Labão, pai de Raquel. E mais servira…

Comigo agora a conta se repete.

 

Imoto, sofro ao Tempo que me fira,

Sem que te arremedar me desinquiete.

Espero, e fiz-me pedra que delira.

29-06-2012

Ascher-Cliff-Restaurant-Suíça

3 comentários sobre “A Montanha Mágica

  1. Roberto Henrique de Carvalho

    Veja: o último verso do primeiro terceto ficou com o pé quebrado: faltou uma palavrinha. O verso original é: “Comigo agora a conta se repete”. Um abraço.

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    1. Bom dia! Agora eu arrumei o “agora” que faltava. Espero que não se incomode porque um dia você pediu para eu publicar. Na falta de editora, creio que esse é um local válido também.

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