O tudo que é nada

Aqui rondamos a figueira brava

figueira brava, fogueira brava

Aqui rondamos a fogueira brava

Às 5 em ponto da madrugada

Puxamos o fio da História

Tecemos com os dedos da memória

Os labirintos secretos de noites inumeráveis

E com a carne dos deuses abrimos caminhos, rios e várzeas nos becos de nossos crânios calcinados

E no deserto de nossas almas, a primavera retorna com seus tesouros escondidos

E você está lá

E nós estamos lá

Perfeitos como deveríamos sempre ter sido.

Maio de 2026

Godoy

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