Destaque

Nós

Thaís de Godoy

Chegamos até aqui

fomos longe demais…

nossa vida tripla, ano após ano, nos uniu

eu você e nós e os nossos nós

nós dos nossos dedos tortos

apontam um futuro incerto

nos esquecemos de duvidar das nossas dúvidas

de questionar nossos questionamentos…

Alexandre ainda procura com sua espada aquele nó górdio

que criamos para honrar nossas origens:

o princípio, o fundamento

afinal à nossa frente está o fim dos tempos,

então voltamos ao começo

o nó da madeira

o nó na madeira

o diário nó na garganta

do garrote dos supliciados.

Quantas Portas de Não-Retorno se fecharão atrás de nós

antes de assumirmos nossa iminente ruína?

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Interregno

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Em memória de Paulo de Godoy

Na hora da Lua Vazia, você nos abandonou!

A lua cheia era uma cabeça pendurada no ar

Perfeitamente alinhada a dois pingentes de diamantes.

Você escolheu um lindo dia

Você escolheu um lindo lusco-fusco

Uma linda noite de indescritível silêncio capsular

Você escolheu absoluto o silêncio

Sem despedidas

Sem avisos

Sem escândalos como deve ser

Você escolheu o silêncio primordial

Que nos precedeu

Você escolheu o silêncio terminal

Que nos espera

Mas, naquele momento de tormenta,

nós também pedimos silêncio,

À Nossa Grande Mãe,

O silêncio nos protegeu

O silêncio nos encobriu

Em nossas mentiras brancas…

Ainda agora pedimos silêncio às nossas entranhas que gritam:

Por que meu Deus?

Procuramos os culpados

Procuramos as respostas em todas as ciências dos deuses

Procuramos as respostas em todas as ciências dos homens

Mas só o silêncio nos abraça

Pedimos silêncio para nosso inquieto coração

Afogado em tanta ternura sem eco…

Por favor, silêncio! Não convém esquadrinhar o mistério,

O abismo também nos espreita nas esquinas

O abismo também nos olha pelos corredores escuros e pelas janelas abertas.

Do fundo dos precipícios à sombra das altas pontes

Das entranhas do mar profundo cortado por nossas naves barulhentas,

A música silenciosa do início dos tempos

Chama irresistivelmente nosso nome,

Quando nos demoramos no entremeio dos mundos.

Godoy

Caminhada de Lua Cheia na Serra de Sintra - GreenTrekker.pt

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Poesia III

Tirei minha Tristeza pra dançar.
Dançamos uma valsa de silêncios dolorosos,
Rodopiei por salas habitadas
Por todas as partidas prematuras
Em que ela me guiava, me girando pelos ares.

Com um nó preso bem no fundo da garganta,
Entreguei, sem luta e por cansaço,
Minhas fibras à cadência de seus passos.

Olhando bem no fundo de meus olhos, ela me dizia:
_ Eu sou sua! Você é minha!

Sobre lustres refletidos em espelhos multicores,
A Tristeza, me estreitando em seus braços,
Embalou-me numa nuvem luminosa
Onde vive a poesia.

José de Godoy

2018

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Utopia

Goldfrapp

It’s a strange day

No colours or shapes
No sound in my head
I forget who I am
When I’m with you
There’s no reason
There’s no sense
I’m not supposed to feel
I forget who I am
I forget

Fascist baby
Utopia, utopia

Make his eyes see forever
Make him live like me
Again and again

I’m wired to the world
That’s how I know everything
I’m super brain
That’s how they made me.

 

Destaque

Apenas palavras

As palavras são nada.

Em si, carecem de sentidos, se os gestos não as acompanharem.

Assim calar é louvável a alguns algures.

Imprudência confiar nas palavras, já que quem mente mergulha a todos em fantasia?

Sonha que a todos ludibria?

Para si, ciladas cria?

Mas não ilude plenamente: há uma gota de verdade em cada mentira.

Há um dizer exato em cada silêncio!

A palavra não poderá ser sempre friamente refreada,

Porque liberta quem a profere de sentimentos inconfessáveis.

As palavras libertam os tímidos de si mesmos,

desconfiados de revelar seu ser ao universo.

Libertam um povo da opressão.

Libertam seres de sua invisibilidade.

Libertam ao revelar a descoberta e afirmação de si, a si mesmo e à humanidade.

No Polo Norte, quantos tons de branco conhecem os esquimós?

Para cada branco, uma palavra.

Para nós, só há um branco e mais nada…

Para cada coisa que há e sabemos que há, há uma palavra.

A tudo que nasce, damos um nome.

Para quem nunca viu tantos tons de brancos, se ouvir seus nomes diferentes, nem precisa se mudar para lá.

A enxergá-los, em algum momento, passará.

Assim os nomes nascem das coisas, mas o saber também nasce das palavras.

O que pensamos que é sabido de todos, mas nunca foi divulgado verbalmente, pode também deixar de haver e ser esquecido, na próxima temporada.

Se o amor verdadeiro está implícito em ações que demonstram sentimentos,

Também provas perdem seu sentido no automatismo dos gestos rotineiros.

Então, o cinismo contemporâneo nos acanha

com demonstrações de afeto e acaba por enregelar a todos de todo.

 

Você não pode mais me ouvir,

Então falo para mim mesma,

Para saber que sinto o que sinto,

Para lembrar e me aquecer

E me libertar do não-dizer:

“Não enxergamos os brancos dos esquimós nem temos nomes para eles…

Nunca pensei que talvez você não enxergasse em quantas cores era amado.

Hoje não cansaria de dizer de todas as formas possíveis,

Com quantas palavras existem: Persy, eu amo você!”

28-07-2012

rumi

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Poeta obscuro

Poeta obscuro,

Eu vejo você quando chora à noite
Por seus sonhos perdidos
E em sua cela sozinho, deseja dormir
E talvez sonhar.
Eu vejo quando sente o peso das injustiças
Presentes e passadas, sem conseguir mais orar.
Eu vejo você quando quer braços quentes
E abraça o vazio.
Vejo seus ombros caídos de tanto lutar.
Vejo o desespero em seus olhos nas horas fatais.
Sinto sua vertigem,
Quando o ponto sem retorno avança sutil.
Sei que você sabe que as tiranias
Sempre vão longe demais,
Não suportam alegria
E condenam ideais.
Vejo seu coração quando um obtuso pelotão
Se prepara para atirar.

 

Manir de Godoy*

  • Eu imaginei como seria um poema escrito por meu pai, se ele estivesse vivo, em homenagem a Carlos Guedes e Federico Garcías Lorca, ambos poetas que foram presos devido a regimes totalitários que esmagam pessoas idealistas. Infelizmente, meu pai faleceu e não teve a oportunidade de conhecer a história de Carlos Guedes, um poeta com centenas de poemas sem nenhum livro publicado, um poeta torturado pelo regime militar no Brasil. Fico imaginando que meu pai e Carlos poderiam ter se tornado grandes amigos, se os seus caminhos pelo mundo tivessem se cruzado. E esse encontro de dois idealistas inspiraria o poema acima.

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Quarto de despejo e a norma culta

Thaís de Godoy

Abaixo há um trecho do diário de Carolina Maria de Jesus, moradora da favela do Canindé, em São Paulo, catadora de lixo e mãe de três filhos. Suas palavras foram transcritas letra por letra, desconsiderando o fato de que ela escreve fora da norma culta e no ano de 1955, antes da Reforma Ortográfica.

Observe como era difícil para ela enfrentar  os julgamentos que recebia devido à linguagem usada em seu diário: para os vizinhos, ela era culta, simplesmente por saber escrever e usar palavras desconhecidas; para os eruditos, uma semi-analfabeta, por não usar a norma padrão.

Alguns criticam seus leitores porque creditam o sucesso de vendas nacional e internacional de sua obra (talvez o maior best-seller da literatura nacional) a uma espécie de curiosidade mórbida sobre a realidade “exótica” da vida cotidiana em uma favela, como a atenção que um circo de horrores inimagináveis despertaria na classe média alfabetizada. A fim de preservar melhor esse efeito, o texto original deveria ser mantido.

Também para servir de objeto de estudos linguísticos, melhor seria manter sua ortografia e estrutura estropiada mesmo. Os fenômenos da língua inculta e não tão bela seriam, então, dissecados e classificados para deleite dos tarados pela taxonomia.

Outros ainda defendiam que deveria ser mantido o texto original por uma espécie de condescendência culpada de elite por não fornecer os recursos das quais uma mulher, chefe de família, precisa dispor para escrever melhor, tais como uma vida digna e escolas de qualidade. Vamos dar voz aos descamisados, vamos deixar que falem do seu jeito, que se expressem como sempre, vamos publicá-los assim mesmo. Pelo mesmo motivo e outros mais, alguns defendiam que o texto original deveria ser corrigido, seguindo os padrões da norma culta, completando sua obra inadequada e imperfeita. Vamos domesticá-la, talvez tenham dito os mais mordazes e conservadores do idioma.

Então, professores de gramática (como eu) sentiriam cócegas de canetar tudo imediatamente com círculos e acentos de cor vermelha numa compulsão obsessiva. Os historiados criticariam a falsidade, o anacronismo ao se tentar corrigir um documento importante, e a amputação da possibilidade de corrigir nossos erros sem a preservação da memória.

Tive uma conversa interessante com a Profª Maria Vilani Gomes (mãe do rapper Criolo) na qual ela defendeu as correções de acordo com a norma culta para maior divulgação e aceitação (nas escolas principalmente) de textos de jovens escritores que não tiveram acesso a um ensino de qualidade ou estão em processo de alfabetização. Outro argumento também é de que a manutenção do texto inculto poderia desestimular o jovem escritor em seu aprimoramento na aquisição de uma escrita mais elaborada, afinal os socialmente desprivilegiados, os jovens, todos nós temos sim a capacidade e o direito inalienável de nos apropriar desse patrimônio cultural que é a língua portuguesa culta.

São excelentes argumentos, contudo a questão relevante para os estetas é muito diferente das questões exclusivamente sociais classistas, linguísticas, didáticas ou mercadológicas. Para os estetas, a verdadeira e relevante questão, eliminada pelos outros saberes, é a qualidade literária intrínseca do Diário de uma favelada. Ela existe? Claro que sim. A qualidade literária, as reflexões e emoções estéticas que ela desperta no leitor dependem ou não da forma como Carolina Maria de Jesus se expressa? É possível separar forma, conteúdo, expressividade, subjetividade, afetividade, gramaticalidade, sociedade etc.? O efeito da leitura sobre nós não depende justamente das “escolhas” daqueles vocábulos errados feitas pela autora? Tentar separar esses elementos não seria decepar elementos essenciais da obra?

“Tábua de tiro ao alvo”, por exemplo, jamais terá o mesmo efeito emocional no nosso inconsciente coletivo, a mesma expressividade que “tauba de tiro ao alvaro”. O que há aqui, não é mera condescendência classista pelos pobres, romantização da pobreza pitoresca, ou culto do bizarro, mas sim uma identificação com a cultura popular, e um sentimento de irmandade entre os brasileiros de qualquer classe, (excetuando para os esnobes, afetados e eurocêntricos, é claro): a mistura de esculacho, comicidade e afetividade, uma tristeza alegre por sermos capazes de criar usando toda a nossa precariedade.

Deleitem-se com estas preciosidades:

20 de julho de 1955

Carolina Maria de Jesus

Deixei o leito as 4 horas para escrever. Abri a porta e contemplei o céu estrelado. Quando o astro-rei começou despontar eu fui buscar água. Tive sorte! As mulheres não estavam na torneira. Enchi minha lata e zarpei. (…) Fui no Arnaldo buscar o leite e o pão. Quando retornava encontrei o senhor Ismael com uma faca de 30 centimetros mais ou menos. Disse-me que estava a espera do Binidito e do Miguel para matá-los, que êles lhe expancaram quando êle estava embriagado.
Lhe aconselhei a não brigar, que o crime não trás vantagens a ninguem, apenas deturpa a vida. Senti o cheiro do alcool, disisti. Sei que os ébrios não atende. O senhor Ismael quando não está alcoolizado demonstra sua sapiencia. Já foi telegrafista. E do Circulo Exoterico. Tem conhecimentos bíblicos, gosta de dar conselhos. Mas não tem valor. Deixou o alcool lhe dominar, embora seus conselho seja util para os que gostam de levar vida decente.

Preparei a refeição matinal. Cada filho prefere uma coisa. A Vera, mingau de farinha de trigo torrada. O João José, café puro. O José Carlos, leite branco. E eu, mingau de aveia.
Já que não posso dar aos meus filhos uma casa decente para residir, procuro lhe dar uma refeição condigna.

Terminaram a refeição. Lavei os utensílios. Depois fui lavar roupas. Eu não tenho homem em casa. É só eu e meus filhos. Mas eu não pretendo relaxar. O meu sonho era andar bem limpinha, usar roupas de alto preço, residir numa casa confortável, mas não é possivel. Eu não estou descontente com a profissão que exerço. Já habituei-me andar suja. Já faz oito anos que cato papel. O desgosto que tenho é residir em favela.

… Durante o dia, os jovens de 15 e 18 anos sentam na grama e falam de roubo. E já tentaram assaltar o empório do senhor Raymundo Guello. E um ficou carimbado com uma bala. O assalto teve inicio as 4 horas. Quando o dia clareou as crianças catava dinheiro na rua e no capinzal. Teve criança que catou vinte cruzeiros em moeda. E sorria exibindo o dinheiro. Mas o juiz foi severo. Castigou impiedosamente.

Fui no rio lavar as roupas e encontrei D. Mariana. Uma mulher agradavel e decente. Tem 9 filhos e um lar modelo. Ela e o espôso tratam-se com iducação. Visam apenas viver em paz. E criar filhos. Ela tambem ia lavar roupas. Ela disse-me que o Binidito da D. Geralda todos os dias ia prêso. Que a Radio Patrulha cançou de vir buscá-lo. Arranjou serviço para êle na cadêia. Achei graça. Dei risada!… Estendi as roupas rapidamente e fui catar papel. Que suplicio catar papel atualmente! Tenho que levar a minha filha Vera Eunice. Ela está com dois anos, e não gosta de ficar em casa. Eu ponho o saco na cabeça e levo-a nos braços. Suporto o pêso do saco na cabeça e suporto o pêso da Vera Eunice nos braços. Tem hora que revolto-me. Depois domino-me. Ela não tem culpa de estar no mundo.

Refleti: preciso ser tolerante com os meus filhos. Êles não tem ninguem no mundo a não ser eu. Como é pungente a condição de mulher sozinha sem um homem no lar.

Aqui, todas impricam comigo. Dizem que falo muito bem. Que sei atrair os homens. (…) Quando fico nervosa não gosto de discutir. Prefiro escrever. Todos os dias eu escrevo. Sento no quintal e escrevo.

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Insônia

Álvaro de Campos

Insónia

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.

Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos…
Tantos versos…
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê…

Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!

Ó madrugada, tardas tanto… Vem…
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta…
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.

Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!

Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada…
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.

Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

Destaque

Sonhos abortados

mais um Corpo ou só a fração de um Corpo
dividido, subdividido
uma perna
um tronco
um pes
co
ço.
Só um Corpo.

não maria, não josé
não um idoso
não um moço
um es
bo
ço.
O esTrondo meDonho de uma Onda de Lodo.
Só mais um Corpo.

não aquele boi morto,
boi morto
boi
que rola entre os escombros.
Mais um Corpo Só.

não um só corpo!
Só um Corpo sem passAdo sem futUro sem o sOpro
O abOrto de um sOnho
de
com
posto
pelos Engodos do Vale do Choro.

Só Matéria nos cômputos brutos dos Diários xucros.

Godoy

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ONE

Poética de Botequim

wallpaper-casal-de-joaninhas-da-margarida-807 Para ninguém mais neste mundo tal imagem tem sentido e sentimento igual!

Homenagem à minha irmã Alcyone em seu aniversário.

One, one, meu Deus! Quanto amor!

Nem sei ter palavras para abarcar.

Só me resta com teu título brincar

E assim recordar tua tão séria infância.

All- começa com A de amigos que tinham

Tanta preguiça de, a palavra

justa inteira, pronunciar!

Mesmo assim: por todos os olhares,

Que atrais em todos os teus dias, és All!

Cy – só esse pedaço é igual

Ao da amada de Macunaíma;

Cy – que também virou a estrela mais

brilhante, como o todo do teu nome.

One – no final és uma, única, una,

Embora em outro idioma;

assim quis teu progenitor,

Que chamada fosses, nos dias

em que com o dom da vida nos uniu !

Ver o post original

Diversão

Eu escuto uma música colorida
Ela invade minha mente
Eu quero dançar até amanhecer
Pra não pensar em você
Aumento o volume daquela música
Eu dedilho minhas cordas
Até meus dedos sangrarem
Quero estourar minhas caixas
Pra silenciar meus pensamentos
A paisagem desliza ao nosso lado
Correm montanhas
Os rios passam voando
Tento ler as placas do nosso destino
Porque eu ainda estou pensado em você!
As luzes da noite passam
Como fantasmas assustados pelas janelas
Eu giro, eu pulo, eu danço, eu disparo,
Eu solto um grito primitivo,
Pra esquecer você,
Pra sempre, todo dia o dia todo…

Godoy

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31-01-2019