Tropas de Israel vigiam fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai

Tropas de Israel vigiam fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai

Quatro lanchas artilhadas Shalgag MKII, com tripulação e assessores israelenses, estão desde domingo, 5 de agosto, em Posadas, capital de Missiones, no norte da Argentina, situada na chamada Tríplice Fronteira, com Brasil e Paraguai, com a missão de patrulhar cerca de mil quilômetros nas águas dos rios Paraguai e Paraná. O plano de militarização estrangeira na Argentina é o mais importante que se conhece na história do país e é de responsabilidade do governo Macri, sem autorização do Congresso.

Com o pretexto de controlar o contrabando de drogas e mercadorias procedentes do Paraguai, quatro lanchas artilhadas Shalgag MKII, com tripulação e assessores israelenses, estão desde domingo, 5 de agosto, em Posadas, capital de Missiones, no norte da Argentina, situada na chamada Tríplice Fronteira, com Brasil e Paraguai, com a missão de patrulhar cerca de mil quilômetros nas águas dos rios Paraguai e Paraná.

Diálogos do Sul tem informado que nesses dois últimos dois anos, foram firmados acordos de segurança e de cooperação militar entre o governo do presidente argentino Maurício Macri com os Estados Unidos e Israel. O acordo prevê a compra de equipamentos e armas e a instalação de bases militares, tanto no extremo sul do país, como nas zonas de fronteira a noroeste e nordeste. O governo também autorizou a presença de tropas estadunidenses do Comando Sul, sem que tivesse sido previamente autorizado pelo Congresso.

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Destaque

À Síria

Palmira, tuas palmeiras há muito não balançam ao vento!

O vento só traz até ti pó, cinzas, farelos

Que sobram das ambições de todos os tempos.

Culpada por demorar-te no meio do caminho.

 

Como tua irmã, anciã entre as localidades;

Lar dos fundadores da Acádia,

Essa coroa de fogo da deusa do amor e da guerra.

 

Alepo, algo mais nefasto que o mais nefasto

Dos terremotos perscruta teus filhos;

Sonda tuas antigas ágoras,

que viraram catedrais

que agora são mesquitas!

Em vão perguntas “por quem definho?”

 

Como tua vizinha Ebla, rocha branca,

Berço de onde partimos, nosso ninho!

Nem 5 milênios tanto dano causou a tua ancestral alegria.

Ser ruína de ruínas é teu destino?

 

Tua terra é a desejada de todas as gentes:

Persas, macedônios, romanos, árabes,

Bizantinos, cruzados, mongóis, mamelucos,

Turcos, franceses, ingleses,

Russos, estadunidenses.

Foi o que os ventos trouxeram a teus pés

E sobre tua cabeça, pobre Síria: louco desatino!

 

Lares divididos, subdivididos,

Todos somos teus descendentes.

Quebra-cabeças de venais interesses!

Joias deste Oriente, quem sentirá tua agonia?

Godoy

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“Carece de ter coragem”

“Carece de ter coragem”¹

In memoriam de Faris Odeh, morto com apenas 14 anos, no dia 8 de novembro de 2000, por um sniper israelense

Sempre repetia minha madrinha: “O medo não é de Deus”

Olhos arregalados, completava ainda:

“O medo é a ausência de fé em Deus. Falta de uma fortaleza interna.”

Mesmo que minha fé me abandonasse vez ou outra, quando conseguia

Reconhecer minha covardia, lembrava: “O medo não é de Deus!”

Tememos muitas coisas: “Hesito, logo existo” é o bordão modernizado,

Por isso nos surpreende o gesto heroico.

Num átimo, o ser não duvida de nada.

Não duvida do que tem de fazer imediatamente,

Mesmo que isso seja irracional

Mesmo que isso seja loucura

Porque naquele instante,

Mesmo o mais vacilante,

passa a ter certeza do que deve, precisa e deseja fazer.

Ergue-se nele aquela fortaleza.

De onde ela vem?

Nem sempre da fé em um Deus,

Mas simplesmente da fé.

Fé na mudança

Fé no fim da injustiça

Fé em si mesmo

Fé em poder mudar o mundo.

Mesmo que seja apenas um menino e sua única arma, uma ingênua pedra

diante de um tanque,

diante de toneladas de ferro,

diante  de incalculável ódio

E, finalmente, diante do Medo.

1- Fala de Diadorim, personagem de Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa.