Revelação de segredos da “guerra contra o terror” provam: militares americanos são psicopatas

“Hunter Killer – Como os drones revolucionaram a guerra contra o terror’ e “Drone Papers” revelam psicopatia no exército americano

 

Apesar do título, que mais parece uma propaganda do exército  norte-americano (já que na realidade a guerra é contra inocentes civis e não contra o “terror”) o livro HUNTER KILLER – Como os drones revolucionaram a guerra contra o terror escrito por Kevin Maurer e T. Mark McCurley, revela segredos monstruosos relacionados aos ataques por drones.

Oficiais mal preparados brincam com a vida de seres humanos como se estivessem jogando videogame.

Para se ter uma ideia da incompetência dos oficiais que “pilotam” os drones, eles são chamados pelos próprios colegas de os “losers” (perdedores) da Força Aérea, pois são os únicos na área que, imediatamente após terminarem o treinamento, entram em combate.

A seguir resenha do livro no site da editora:

“Em uma narrativa eletrizante, um dos primeiros pilotos a transformar os drones em máquinas de guerra oferece uma visão fundamental sobre a vida na comunidade de aeronaves remotamente pilotadas. Antes de se juntar à equipe do Predator, o tenente-coronel Mark McCurley associava a ideia de drones a aviões de controle remoto. Não poderia estar mais enganado: com seus novecentos quilos, são máquinas complexas, que representam um desafio para os novatos – o próprio McCurley teve de reaprender a voar sem asas.
Narrando sua trajetória de aspirante a piloto da Força Aérea a autor do primeiro manual do Predator, o tentente-coronel também revela alguns dos momentos mais marcantes – e secretos – da história da aeronave, como a morte do terrorista Anwar al-Awlaki e a participação no resgate de Marcus Luttrell, cuja história inspirou o filme O grande herói.
Mesmo distante dos campos de guerra, os combates eram impactantes para McCurley, porque, diferentemente dos pilotos de caça, ele era capaz de enxergar de perto cada uma de suas vítimas: “Eu estava quase chegando em casa quando senti o baque. Parado num sinal de trânsito, me dei conta de que tinha tirado uma vida. Não havia como o Facilitador me ferir. Eu tinha todo o poder. Além do mais, ele não estava atirando contra tropas americanas naquele momento. Falava ao telefone com a mulher. Que pecado maior eu poderia cometer?”.

Neste relato inédito, McCurley mostra ainda a evolução da frota de Predators: com mais de novecentas missões ao redor do mundo e superando as 17 mil horas de combate, os drones mudaram para sempre a história da guerra.”

O livro foi lançado nos EUA em outubro de 2015, dois dias depois o jornalista Glen Greenwald revelou na internet documentos chamados de Drone Papers com informações chocantes que revelam a monstruosidade das ações do exército americano possibilitadas por seu novo brinquedinho de matar. Na verdade, os “ataques cirúrgicos” são uma carnificina desumana contra a população civil morta em 87% dos casos, essas execuções são chamadas friamente de “danos colaterais”. E os “prêmios”, como eles cruelmente chamam os supostos suspeitos, são “escolhidos” sem nenhuma prova de que sejam realmente culpados, baseando-se em informações vagas como e-mails e grampos em celulares. Em certa ocasião, por exemplo, eles assassinaram um pastor que viva numa aldeia afegã pelo simples fato de ele ser alto e usar barba como Osama Bin Laden.

Os vídeos das ações dos drones, chamados de Pred Porn (Pornografia do Predador), são populares entre os militares, que sentem prazer em assistir em alta resolução a morte lenta de seus alvos, como se assistissem a um filminho hollywoodiano.

Drone: O Monstro Cego
Drone: O Monstro Cego

 

 

Chomski & Cia

Neste documentário, Noam Chomski desmente as alegações de que teria negado o Holocausto judeu, demonstrando claramente que isso foi uma distorção dos fatos, a meu ver proposital para desqualificar as incomodas verdades denunciadas por ele sobre as guerras promovidas pelos EUA no mundo . Considerado em 1993, o maior intelectual do mundo pelo jornal The New Your Times, Chomski é filósofo, linguista e professor da cadeira de Linguística do MIT.

“We must the educate the people in such a way as to keep them from jumping at our throats” Ralph Waldo Emerson.

Chomsky & Cia

Entrevista de Noam Chomsky por Donahue & Pozner – 1ª e 2ª partes

 

Apesar de a imagem estar bastante distorcida publicarei partes da entrevista de Noam Chomsky a primeira parte está em inglês sem legendas; as demais, em português. Ela ajuda a entender o antiamericanismo crescente no mundo hoje.

Até a década de 1937, Departamento de Estado Americano dizia que os EUA deveriam apoiar Hitler, porque ele era um moderado entre os extremos da esquerda e da direita.

Será que Obama sabe que ele está lutando do lado da al-Qaeda?

“Todos por um e um por todos” deve ser o grito de guerra que o Ocidente dará para a guerra contra o regime sírio de Assad

Robert Fisk

Se Barack Obama decidir atacar o regime sírio, terá conseguido – pela primeira vez na história – pôr os EUA como aliados da al-Qaeda.

Que aliança! Não eram os Três Mosqueteiros que gritavam “um por todos, todos por um” cada vez que saíam procurando briga? Os estadistas ocidentais deveriam repetir o mote, se – ou quando – saírem para atacar Bashar al-Assad.

Os homens que destruíram tantos milhares no 11 de setembro, estarão a lutar ombro a ombro com a mesma nação cujos inocentes eles mataram há quase exatamente 12 anos. Que grande feito para o currículo de Obama, Cameron, Hollande e o resto dessas miniaturas de senhores da guerra!

Claro que nada disso se tornará material de propaganda para o Pentágono nem para a Casa Branca – nem, imagino, para a al-Qaeda! – embora todos esses só pensem em destruir Bashar. A Frente Nusra, também, um dos ramos da al-Qaeda. Mas a coisa levanta algumas possibilidades interessantes.

Talvez os norte-americanos devam pedir ajuda aos serviços de informações da al-Qaeda. Afinal, os rapazes da al-Qaeda são os únicos que têm “botas no terreno” por lá. E se há coisa que os norte-americanos não querem é pôr o próprio pé ali. E, quem sabe, a al-Qaeda poderá sugerir alguns alvos ao país que costuma dizer que os apoiantes da al-Qaeda, mais do que os sírios, são os bandidos mais procurados do mundo.

Haverá algumas ironias, claro. Enquanto os norte-americanos dronam a al-Qaeda até o osso no Iémen e no Paquistão – dronada, claro, com vários civis, como sempre – os mesmos norte-americanos, com a ajuda dos senhores Cameron, Hollande e outros políticos-generalecos, estarão a ajudá-los na Síria, matando inimigos da al-Qaeda. Porque você pode apostar o seu último dólar que o único alvo que os americanos não atacarão será a al-Qaeda ou a Frente al-Nusra.

E nosso Primeiro-Ministro aplaudirá o que quer que os norte-americanos façam… o que fará dele, também, mais um aliado da al-Qaeda… porque com certeza já esqueceu os ataques da al-Qaeda em Londres. É possível – porque os governantes modernos já não têm memória institucional – que Cameron tenha esquecido completamente o quanto são similares os sentimentos que ele próprio e Obama manifestam e os manifestados por Bush e Blair há uma década: as mesmas certezas, enunciadas com a mesma autoconfiança, mas sem qualquer prova que lhes dê credibilidade.

No Iraque, fomos à guerra movidos por mentiras distribuídas por bandidos e mentirosos conhecidos. Dessa vez, é guerra movida a YouTube. Não significa que as imagens terríveis de civis intoxicados e mortos por gás sejam falsas. Significa que todas as provas que provem coisa diferente do que se disse daquelas imagens terão de ser suprimidas.

Por exemplo, ninguém jamais se interessará pelas repetidas notícias que se lêem em Beirute, de que três membros do Hezbollah – que lutavam ao lado do Exército Sírio em Damasco – foram ao que parece atingidos pelo mesmo gás, no mesmo dia, ao que parece, em túneis. Agora, estão em tratamento num hospital em Beirute. Quer dizer então que, se o governo sírio usou gás… como é possível que tenha atingido homens do Hezbollah? O gás escapou-lhes pela culatra?

E já que estamos falando de memória institucional, levante a mão qualquer dos nossos estadistas, se souber dizer o que aconteceu da última vez que os norte-americanos cruzaram armas com o exército sírio. Aposto que nenhum deles sabe. Bem… Aconteceu no Líbano, quando a Força Aérea dos EUA resolveu bombardear mísseis sírios no Vale do Bekaa, dia 4/12/1983. Lembro perfeitamente, porque eu estava aqui no Líbano. Um bombardeiro A-6 de combate dos EUA foi atingido por um míssil Strela, sírio – fabricado na Rússia, naturalmente – e espatifou-se no vale do Bekaa. O piloto, Mark Lange, morreu; o co-piloto, Robert Goodman, foi preso e metido numa cadeia em Damasco. Jesse Jackson teve de ir à Síria, para levá-lo para casa, depois de quase um mês, voando numa nuvem de clichês sobre “pôr fim ao ciclo de violência”. Outro avião dos EUA – dessa vez um A-7 – também foi derrubado por fogo sírio, mas o piloto conseguiu ejetar-se no Mediterrâneo, de onde foi “pescado” por pescadores libaneses. O avião foi destruído.

Sim, sim, dizem-nos que será um ataque rápido contra a Síria, um ou dois dias, ir e vir. É o que Obama deseja supor. Mas… E o Irão? E o Hezbollah? Para mim – se Obama insistir e for – desta vez será ir e fugir correndo.


Artigo publicado no Independent a 27/8/2013. Tradução de Vila Vudu para a redecastorphoto

Obama, escute o clamor dos povos!

Carta do Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, ao presidente dos EUA, Barack Obama, sobre a intervenção militar na Síria

12/09/2013

Adolfo Pérez Esquivel

A situação na Síria é preocupante e uma vez mais os EUA, instituindo-se o vigia do mundo, pretende invadir a Síria em nome da “Liberdade” e dos “direitos humanos”.

Seu antecessor, George W. Bush, em sua loucura messiânica, soube instrumentalizar o fundamentalismo religioso para levar a cabo as guerras no Afeganistão e Iraque. Quando declarava que conversava com Deus, e Deus lhe dizia que tinha que atacar o Iraque, o fazia porque era vontade de Deus levar a “liberdade” ao mundo.

Você tem falado, por causa dos 50 anos da morte do Reverendo Luther King, também Prêmio Nobel da Paz, da necessidade de completar o “Sonho” da mesa compartilhada, de quem foi a mais significativa expressão de luta pelos direitos civis contra o racismo na primeira democracia escravista do mundo. Luther King foi um homem que deu sua vida pela vida, e por isso é um mártir do nosso tempo. Mataram-no depois da Marcha por Washington porque ameaçava com desobediência civil a cumplicidade com a guerra imperialista contra o povo de Vietnã. Realmente acredita que invadir militarmente a outro povo é contribuir com esse sonho?

Armar rebeldes para depois autorizar a intervenção da OTAN, não é algo novo por parte de seu país e seus aliados. Tampouco é novo que os EUA pretendam invadir países acusando-os de posse de armas de destruição em massa, o que no caso do Iraque não deu certo. Seu país apoiou o regime de Saddam Hussein, que utilizou armas químicas para aniquilar a população curda e contra a Revolução Iraniana, e não fez nada para sancioná-lo porque nesse momento eram aliados. Contudo, agora pretendem invadir a Síria sem sequer saber os resultados das investigações que a ONU está fazendo com autorização do mesmo governo sírio. Certamente que o uso das armas químicas é imoral e condenável, porém seu governo não tem autoridade moral alguma para justificar uma intervenção

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que um ataque militar na Síria poderia agravar o conflito.

Meu país, a Argentina, que está presidindo o Conselho de Segurança da ONU, tornou pública sua posição contrária à intervenção militar estrangeira na República da Síria negando-se a ser “cúmplice de novas mortes”.

O Papa Francisco também fez um chamado para globalizar o pedido de paz e decretou uma jornada de jejum e oração contra a guerra para o dia 7 de setembro, à qual aderimos.

Até seu histórico aliado, a Inglaterra, se negou (ao menos no momento) a participar da invasão.

Seu país está transformando a “Primavera Árabe” no inferno da OTAN, provocando guerras no Oriente Médio e desencadeando a rapina das corporações internacionais. A invasão que pretende contra a Síria levará a mais violência e mais mortes, assim como a desestabilização do país e da região. Com qual objetivo? Um lúcido analista, Roberto Fisk, está certo de que o objetivo é o Irã e postergar a concretização do Estado palestino; não é a indignação com as mortes de milhares de jovens sírios o que os motiva a intervir militarmente. E justamente quando o Irã conseguiu um governo moderado, onde se poderia colaborar para conseguir um cenário de negociação pacífica para os conflitos existentes. Essa política será suicida por sua parte e de seu país.

A Síria necessita de uma solução política, não militar. A comunidade internacional deve dar seu apoio às organizações sociais que buscam a paz. O povo sírio, como qualquer outro, tem direito a sua autodeterminação e a definir seu próprio processo democrático, e devemos ajudar naquilo que nos solicitarem.

Obama, seu país não tem autoridade moral nem legitimidade para invadir a Síria nem nenhum outro país. Muito menos depois de ter assassinado 220 mil pessoas no Japão lançando bombas de destruição em massa.

Nenhum congressista do parlamento dos Estados Unidos pode legitimar o que é ilegítimo, nem legalizar o que é ilegal. Em especial levando em conta o que disse há alguns dias o ex-presidente estadunidense James Carter: “os EUA não têm uma democracia que funcione”.

As escutas ilegais que seu governo realizou ao povo estadunidense não parecem ser de todo eficientes, porque segundo uma pesquisa da Reuters, 60% deles se opõem à invasão. Por isso te pergunto, Obama: A quem obedeces?

Seu governo se converteu em um perigo para o equilíbrio internacional e para o próprio povo estadunidense. Os EUA se tornou um país que não pode deixar de exportar a morte para manter sua economia e poderio. Não deixaremos de tentar impedi-lo.

Estive no Iraque depois dos bombardeios que os EUA realizaram na década de 1990, antes da invasão que derrubou Saddam Hussein. Vi um refúgio cheio de crianças e mulheres assassinados por mísseis teleguiados. “Danos colaterais”, os chamam vocês.

Os povos estão dizendo BASTA às guerras. A humanidade reclama a paz e o direito de viver em liberdade. Os povos querem transformar as armas em ferramentas agrícolas, e o caminho para consegui-lo é “DESARMAR AS CONSCIÊNCIAS ARMADAS”.

Obama, nunca ouviste que sempre colhemos os frutos do que semeamos. Qualquer ser humano saberia semear paz e humanidade, principalmente um Prêmio Nobel da Paz. Espero que não acabe convertendo o “sonho de fraternidade” que suspirava Luther King em um pesadelo para os povos e a humanidade.

Receba o cumprimento de Paz e Bem.

Adolfo Pérez Esquivel

04/09/2013