Estando eu deitado em meu pobre leito
pertubou-me o devaneio, imaginações.
Ordenou-me e eu alto em seu conceito
obedeci às minhas belas obrigações.
Sem saber se pois terei o nome aceito,
no panteão da glória, e louros e brasões,
vejo o amor dos meus e este como efeito
para sublimar-me amorosas ilusões.
Mas ainda espero o bem terreno,
sua face feminina sei que não demora.
A mim, não cabe mais do que sereno,
como um cravo a esperar após a aurora,
encontrar a sua rosa em meio aos fenos,
como o porvir de braços abertos espera o Agora!
