Cada vulto que surge
Chama você ao meu pensamento,
Aparição assustada e assustadora!
Eu canto o canto de criança que chora baixinho
Para não acordar os irmãos.
Escondo o rosto com as mãos pequeninas,
Querendo que a sombra atrás do móvel
Logo passe, não toque, não fale.
Engula o nó da garganta, se for capaz!
Nenhum passe vai tirar essa sombra de meu calcanhar!
16-06-2012



