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A pirâmide de aprendizagem de William Glasser: Você sabia que quando ensinamos, é quando mais aprendemos? Conheça a pirâmide de aprendizagem de William Glasser.
O psiquiatra americano William Glasser (1925-2013) aplicou sua teoria da escolha para a educação. De acordo com esta teoria, o professor é um guia para o aluno e não um chefe .
Glasser explica que não se deve trabalhar apenas com memorização, porque a maioria dos alunos simplesmente esquecem os conceitos após a aula. Em vez disso, o psiquiatra sugere que os alunos aprendem efetivamente com você, fazendo.
Além disso, Glasser também explica o grau de aprendizagem de acordo com a técnica utilizada.
A pirâmide de aprendizagem de William Glasser
A teoria de William Glasser vem amplamente sendo divulgada e aplicada por professores e pedagogos mundo afora, é uma das muitas teorias de educação existentes, e uma das mais interessantes, pois ela demonstra que ensinar, é aprender!
“A boa educação é aquela em que o professor pede para que seus alunos pensem e se dediquem a promover um diálogo para promover a compreensão e o crescimento dos estudantes” (William Glasser)
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21 de setembro…… sem palavras,
frio como uma navalha,
17 anos de ausência, uma lágrima
17 anos de angústia e saudades
Triste primavera foi aquela…
Longos os anos, pesado o fardo,
Pois mesmo certo da tua cura,
A dor em ondas me afoga.
Que a luz esteja contigo, pois eu ainda demoro…
Excertos do Canto IX d’Os Lusíadas de Luís de Camões
De uma os cabelos de ouro o vento leva
Correndo, e de outra as fraldas delicadas;
Acende-se o desejo, que se ceva
Nas alvas carnes súbito mostradas;
Uma de indústria cai, e já releva,
Com mostras mais macias que indignadas,
Que sobre ela, empecendo, também caia
Quem a seguiu pela arenosa praia.
Outros, por outra parte, vão topar
Com as Deusas despidas, que se lavam:
Elas começam súbito a gritar,
Como que assalto tal não esperavam.
Umas, fingindo menos estimar
A vergonha que a força, se lançavam
Nuas por entre o mato, aos olhos dando
O que às mãos cobiçosas vão negando.
Outra, como acudindo mais depressa
A vergonha da Deusa caçadora,
Esconde o corpo n’água; outra se apressa
Por tomar os vestidos, que tem fora.
Tal dos mancebos há, que se arremessa,
Vestido assim e calçado (que, coa mora
De se despir, há medo que ainda tarde)
A matar na água o fogo que nele arde.
Qual cão de caçador, sagaz e ardido,
Usado a tomar na água a ave ferida,
Vendo no rosto o férreo cano erguido
Para a garcenha ou pata conhecida,
Antes que soe o estouro, mal sofrido
Salta n’água, e da presa não duvida,
Nadando vai e latindo: assim o mancebo
Remete à que não era irmã de Febo.
Leonardo, soldado bem disposto,
Manhoso, cavaleiro e namorado,
A quem amor não dera um só desgosto,
Mas sempre fora dele maltratado,
E tinha já por firme pressuposto
Ser com amores mal afortunado,
Porém não que perdesse a esperança
De ainda poder seu fado ter mudança,
Quis aqui sua ventura, que corria
Após Efire, exemplo de beleza,
Que mais caro que as outras dar queria
O que deu para dar-se a natureza.
Já cansado correndo lhe dizia:
“Ó formosura indigna de aspereza,
Pois desta vida te concedo a palma,
Espera um corpo de quem levas a alma.[…}
Já não fugia a bela Ninfa, tanto
Por se dar cara ao triste que a seguia,
Como por ir ouvindo o doce canto,
As namoradas mágoas que dizia.
Volvendo o rosto já sereno e santo,
Toda banhada em riso e alegria,
Cair se deixa aos pés do vencedor,
Que todo se desfaz em puro amor.
Ó que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã, e na sesta,
Que Vênus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.
Hilas e as Ninfas, de John William Waterhouse (1896)
“O corpo é o templo onde a natureza pede para ser reverenciada.”
“Livrez-vous, Eugénie; abandonnez tous vos sens au plaisir; qu’il soit le seul dieu de votre existence; c’est à lui seul qu’une jeune fille doit tout sacrifier, et rien à ses yeux ne doit être aussi sacré que le plaisir.”
“As paixões humanas não passam dos meios que a natureza utiliza para atingir os seus fins.”
La Philosophie dans le boudoir (1795) deDonatien Alphonse François, marquis de Sade
“De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência.” Millôr Fernandes Revista Veja 155 (25 de agosto de 1971)
Resumo da dissertação de Mestrado de Nathalia Novaes Alves, sob orientação de Michel Attie Filho e defendida no Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo (USP)
Figura-chave da chamada “Escola de Isfahān”, Mullā Ṣadrā (979 H. / 1571-2 d.C ) ocupou papel de destaque durante a renascença safávida do reinado de Abbās I (d. 1039/1629). Acredita-se ter sido ele o principal responsável por revitalizar a filosofia da iluminação de Sūhrawardi naquele contexto, além de consolidar a junção entre sufismo e neoplatonismo. Foi responsável, ainda, pela elaboração de metodologia própria para a compreensão da realidade, tendo por base fontes filosóficas, teológicas e místicas, além de mesclar raciocínio lógico, inspiração espiritual e meditação profunda. Ṣadrā aplicou tal metodologia às principais obras da tradição xiita duodécima. Do ponto de vista filosófico, Ṣadrā percebe o conceito aristotélico de “substância” como processo, em constante mudança; nesse aspecto, o filósofo aproxima-se da leitura de traço neoplatônico, já presente em al-Fārābī e Ibn Sīnā. O modo como Ṣadrā relaciona as noções de “essência” e “existência” deu novas feições à discussão metafísica de tradição árabe-islâmica. Em sua doutrina, Ṣadrā acaba por transformar a metafísica construída a partir da primazia das substâncias, como elemento primordial da existência, em outra, fundada e movida por atos de existência. Apesar de perpassar esses e outros temas, a principal contribuição d’O Elixir dos Gnósticos diz respeito à ênfase do autor no autoconhecimento. Como Ibn Ἁrabī, Ṣadrā acredita que o conhecimento da alma / nafs – ou seja, o conhecimento de si mesmo – e o conhecimento de Deus estão interligados. Por esse motivo, o presente trabalho se preocupou principalmente em analisar a relação entre os existentes, a alma e a inteligência primeira, pois é a partir dessa relação que se torna possível vislumbrar e compreender as questões fundamentais da origem e do retorno à fonte doadora de existência. Do ponto de vista histórico, vale destacar que à fundação do império safávida acompanhou-se a conversão em massa da população ao xiismo. Para responder à demanda por instrução da multidão de novos convertidos – e igualmente firmar as bases da nova religião oficial -, grande número de religiosos foi trazido de áreas xiitas respeitadas pela doutrina e pela ortodoxia, tais como Líbano e Iraque. Esse clero árabe recém chegado, que teve Ṣadrā como herdeiro, foi responsável por incorporar novos elementos ao pensamento religioso vigente em terras persas e, assim, conformar ambiente propício para o desenvolvimento do pensamento filosófico de Ṣadrā.
A porta de entrada da casa, onde Mulla Sadra costumava viver durante o seu exílio em Kahak. Há uma frase acima da porta escrita em persa que diz “A casa do sábio, Mulla Sadra”.
Incubus
No vale, uma sombra esgueira-se pelo silencioso jardim,
Passa diante da solitária janela do campo.
Do indefeso corpo cansado de colher
O sono logo se apossa.
A inocência do repouso perturbada.
Vitalidade dragada à exaustão.
Espírito de satisfação sedento e preso sob o peso
De encantos enganosos
De deleites incertos
De horripilante prazer,
Num diabólico festim.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.
Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Muitas vezes, o sonho estranho me surpreende
de uma ignota mulher que eu amo e que me adora,
e que a mesma não é, certamente, a toda hora,
não sendo outra, porém, e me ama e me compreende.
Todo o meu coração deixo que ela o desvende.
Ela somente o faz transparente e o avigora,
E se eu sofro, se a dor minha fronte descora,
ela é o consolo ideal que sobre mim se estende.
É ela trigueira, ou loira, ou ruiva? – Eu o ignoro.
Seu nome? Apenas sei que ele é doce e sonoro
como o de quem se amou e da vida fugiu.
Seu olhar, como o olhar de uma estátua, é sem alma,
e tem na sua voz, grave, longínqua e calma,
a inflexão de uma voz cara que se extingiu.
A tradução é de Onestaldo de Pennafort publicada por Escamandro