Bares, cafés e clubes, a partir do século XIX, não eram apenas um ambiente para a happy hour. Eles foram o cenário onde questões políticas, filosóficas, movimentos artísticos revolucionários se espalharam. O propósito deste site é o mesmo: criar um espaço virtual para expressão livre de ideais, reflexões e sentimentos, com espírito crítico em relação a nossa Cultura.
Palmira, tuas palmeiras há muito não balançam ao vento!
O vento só traz até ti muito pó, cinzas, farelos
Que sobram das ambições de todos os tempos.
Culpada por demorar-te no meio do caminho.
Como tua irmã, anciã entre as localidades;
Lar dos fundadores da Acádia,
Essa coroa de fogo da deusa do amor e da guerra.
Alepo, algo mais nefasto que o mais nefasto
Dos terremotos perscruta teus filhos!
Sonda tuas antigas ágoras,
que viraram catedrais
que agora são mesquitas!
Em vão perguntas “por quem definho?”
Como tua vizinha Ebla, rocha branca,
Berço de onde partimos, nosso ninho!
Nem 5 milênios tanto dano causou à tua ancestral alegria.
Ser ruína de ruínas é teu destino?
Tua terra é a desejada de todas as gentes:
Persas, macedônios, romanos, árabes,
Bizantinos, cruzados, mongóis, mamelucos,
Turcos, franceses, ingleses,
Russos, estadunidenses!
Foi o que os ventos trouxeram a teus pés: triste agonia.
E sobre tua cabeça, pobre Síria: louco desatino!
Lares divididos, subdivididos,
Todos somos teus descendentes.
Quebra-cabeças de venais interesses!
Joias deste oriente, quem sentirá teu martírio?
Julian Assange entrevista Rafael Correa, Pres. do Equador – episódio 6 – parte 1
Parte 2
“Nesta entrevista com Julian Assange, fundador e dirigente de Wikileaks, o atual Presidente do Equador, Rafael Correa, fala sobre as dificuldades que os governos populares e progressistas da América Latina enfrentam em sua tentativa de mudar as estruturas elitistas dos sistemas de governo instaladas em nossos países, ao invés de se limitarem a administrá-las, como seria do desejo tanto das oligarquias locais como de seus sócios maiores dos países imperialistas.
Da exposição de Rafael Correa, podemos entender como, na era da globalização neoliberal, os meios de comunicação corporativos passaram a exercer de fato a função de principal partido político representante do grande capital, deixando para a partidocracia tradicional o papel de meros coadjuvantes na tarefa da defesa dos interesses dos setores hegemônicos do capitalismo.
Rafael Correa fala da profunda simbiose existente no Equador entre a mídia corporativa e o capital financeiro, assim como as consequências negativas para os governos progressistas e o conjunto da sociedade que advêm de tal fato.
No Equador, como também no Brasil e em toda a América Latina, os grandes meios de comunicação privados estão intrinsicamente ligados a quase todos os setores econômicos dominantes da sociedade: o financeiro, o industrial, o rural. Esses meios atuam como baluartes na defesa dos interesses de toda a classe capitalista, e são, por sua vez, compactamente protegidos pelo conjunto das instituições capitalistas sempre que se veem diante de alguma ameaça a sua atuação. Em tais momentos, os coadjuvantes pertencentes à partidocracia devem empenhar-se para blindar eficazmente os órgãos da corporação midiática. O conteúdo desta entrevista nos possibilitará entender melhor o poderoso esquema de proteção armado no Brasil para tentar evitar a condenação da revista Veja, comprovadamente envolvida no mega escândalo oriundo das atividades da quadrilha de Carlinhos Cachoeira.
A visão latinoamericanista defendida por Rafael Correa deveria servir de inspiração a todos os que buscam edificar em nossas pátrias sociedades dignas, soberanas e praticantes da justiça social. Para ele, o consenso não é algo desejável se for para manter intacta as estruturas de espoliação social herdadas de anteriores governos pró-oligárquicos.”
A Casa Branca“sededica a aumentaro terrorismo” ao redor do mundoatravés de seus“ataques terroristas”comdronesno exterior, de acordo com oproeminenteacadêmico americanoNoamChomsky.
Falando àemissora de TV estadunidense sobre liberdade de expressão napolítica externada Casa Branca, o filósofo, linguista e ativistaNoamChomskydisse que“a AdministraçãoObama se dedica a aumentaro terrorismoemtodo o mundo.” “Obamaestá realizando, talvez a maior operaçãoterrorista da história: os assassinatos realizados por dronessão apenasuma parte dela[…] Todas essas operaçõessão de terror[…] porque aterrorizar essas regiões“.
“Elesestão gerando as operações mais terroristas“, disse Chomsky. “As pessoas reagem” quando seperde umente querido em umataque aéreo dos EUA, disse ele. “Eles não dizem: ‘Bem, eu não me importo seo meu primofoi morto.” Eles se tornamo que chamamos deterroristas.Este é entendidono mais alto nível. “.
Ele lembrouo recentedepoimento ao Congressode um homem chamado Fárea Iemenitaal-Muslimi, que informou queum único ataquede‘drones’ conseguiu“radicalizar” todo o seu povocontra os Estados Unidos.
“As pessoas odeiam os países que as aterrorizam”, disse Chomsky. “Isso não éuma surpresa. É a maneira comoas pessoas reagem aatos deterror.”
English: A portrait of Noam Chomsky that I took in Vancouver Canada. Français : Noam Chomsky à Vancouver au Canada en 2004. (Photo credit: Wikipedia)