
Miragem

Bares, cafés e clubes, a partir do século XIX, não eram apenas um ambiente para a happy hour. Eles foram o cenário onde questões políticas, filosóficas, movimentos artísticos revolucionários se espalharam. O propósito deste site é o mesmo: criar um espaço virtual para expressão livre de ideais, reflexões e sentimentos, com espírito crítico em relação a nossa Cultura.



Pingo
Um pingo
É um dilúvio
Para um cílio
Gota
Uma gota
É coisa pouca
Mas encerra
O sal da boca


Por que não ligo mais?
Por que não ligo para minha honra?
Por que perdi sonhos,
Perdi a vergonha?
Por que fujo de alcançar os fins,
Se ainda estou no começo?
Sei que posso, sei que sou capaz.
Só preciso querer o que eu quero…
Querer o que quero, quando quero
E quando já não quero mais.
Vivo a dor e o mal-estar
De suspender a vida
Enquanto afundar.
Abril de 2012.
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Homenagem à minha irmã Alcyone em seu aniversário. One, one, meu Deus! Quanto amor! Nem sei ter palavras para abarcar. Só me resta com seu nome brincar E assim recordar sua infância. All- começa com A de amigos que tinham preguiça de, a palavra inteira, pronunciar! Mesmo assim: por todos os olhares, Que atrai em todos os seus dias, é All! Cy – só esse pedaço é igual Ao da amada de Macunaíma: Cy - que também virou a estrela mais brilhante, como o todo do seu nome. One - no final é uma, única, una, Embora em outro idioma. Seu progenitor quis que fosse chamada assim, nos dias em que, com o dom da vida, nos uniu! Thaís GM

IVAN MARTINS
Para ler o texto inteiro: Revista Época


Bem-te-vi, vieste cantar
À minha janela e brinco
em meus pensamentos:
_Por que nunca criaram
Outros nomes semelhantes
Para te fazer companhia?
Para não ficares aí solitário,
Passarinho sem irmãos
Pelo nome e sobrenome?
Bem-te-vi, tu poderias
Ter um amigo bem-te-ouvi
E, para uma história se contar,
Bem-te-vi;
bem-te-toquei;
bem-te-provei;
E, por fim, bem-te-esqueci.
Ou para teu círculo aumentar,
Passarinho sem parentes,
Mal-te-vi, mal-te-toquei, mau-te-provei
E, por fim, mau-te-esqueci.
Jacó trabalhou como pastor para Labão Durante sete anos para merecer a mão de sua filha Raquel, serrana bela. Mas se não a visse novamente, antes de a Terra girar quatro vezes mais ao redor do Sol, Jacó, dela, se lembraria? Tudo o que os olhos não viram, naquela época remota da juventude, o peito, agora maduro, ainda desejaria? Nosso menino, ao crescer, nem das saias De sua impúbere menina se esqueceu. Ao contrário do pai de Raquel _que não premiou Jacó, matando-o por dentro ao entregar-lhe a outra filha mais velha, Lia, _ o remendo das pontas soltas da vida É o presente que receberá por sua espera. Febre de mancebo dura a vida toda! Thaís GM 06-09-2012

Contraponto a:
Trecho do texto de Gian Luca para ler o texto completo acesso o link – Clamor do Sexo
Poema de Wordsworth declamado por Deani no fim do filme:
“What though the radiance which was once so bright Be now for ever taken from my sight, Though nothing can bring back the hour Of splendour in the grass, of glory in the flower; We will grieve not, rather find Strength in what remains behind”
Tradução.
“O que de esplendor outrora tão brilhante agora seja tomado de minha vista para sempre. Apesar de que nada pode trazer de volta a hora de esplendor na relva, de glória numa flor, não nos afligiremos. Encontraremos forças no que ficou para trás.” Wordsworth
Que o mais raro perfume
É oferecido nos menores frascos?
Ou que um bruto diamante,
é reduzido ao ser lapidado,
Até libertar seu lume
E virar brilhante?
Adiantaria falar que você é constituída
Pela mesma matéria das estrelas?
Que o macro contém o micro?
Ou que até os maiores astros
São formados por elementos
tão pequenos, que estão em todos
os lugares neste momento?
Bravo cavaleiro, em tua armadura prateada, Tu não sabes que tua força não te valerá de nada? Primeiro um velho dragão, Veio a nós cuspindo fogo, para raptar a donzela de nossa antiga morada, Mas, como era feiticeira, Mudou o monstro terrível em um monturo de brasa. Depois foi a vez de um feio gigante fazer de nós desprezível alimento. Envenenamos um só Que a todos nós livrou Desse amargo sofrimento. Agora vem cá o Senhor... Quanto mais teu aríete Forçar, de meu castelo a entrada, mais se alçará a ponte de minha altiva muralha. 29-09-2012