Incubus

Incubus

No vale, uma sombra esgueira-se pelo silencioso jardim,

Passa diante da solitária janela  do campo.

 

Do indefeso corpo cansado de colher

O sono logo se apossa.

 

A inocência do repouso perturbada.

Vitalidade dragada à exaustão.

Espírito de satisfação sedento e preso sob o peso

De encantos enganosos

De deleites incertos

De horripilante prazer,

Num diabólico festim.

 

Thaís GM

Incubus
Mulher dormindo