À Palestina

À Palestina,

o sangue, que jorra das veias de seu povo,
É esquecido, é ignorado.
Até quando fingiremos que tudo é normal?
Até quando viraremos as costas àqueles que sofrem
de um grande mal?

“Assim caminha a humanidade”, uns dizem.
Outros permanecem calados,
Enquanto seus filhos se esquivam da morte sem
Saber se seus passos serão lembrados.
Todos eles serão só números quantificados?
Alguns ainda virarão teses de doutorado,
Mas sem nome, sem lar, nem água nem chão,
Todos seus filhos serão prisioneiros em seu próprio torrão?
E todos nós sem a vergonha de deixar
que isso aconteça a um irmão?

Godoy
11-07-À Palestina,2012