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Que ave é esta?

Ontem, estava passeando pelo meu bairro com o Léo, meu cachorro e, de repente, me assustei ao me deparar com uma ave imensa comendo lixo de uma vizinha. Tal imagem me pareceu surreal, apesar de estar cada vez mais comum avistar tucanos, corujas e cobras por aqui.

Esse é o sinal mais explícito de que estamos invadindo mais e mais os espaços dessas espécies, por isso elas são obrigadas a se adaptar às regiões urbanas. Gestos simples, como colocar o lixo nos dias em que o caminhão de coleta passa, evitam a intoxicação de animais com nossos detritos. Mas a maioria das pessoas está c. e andando pra isso.

Fiquei intrigada para desvendar qual seria sua espécie. Parecia um gavião ou uma águia muito imponente. Ela ficou rondando o bairro até pousar numa palmeira imperial de porte igualmente majestoso e ficou observando das alturas nossa extasiada pequenês atravessando as ruas de um domingo sossegado.

Descobri que a ave é um carcará, aquele da música “carcará, pega, mata e come” que inspirava medo aos retirantes da seca no sertão. Hoje, é esse parente dos falcões que deveria nos temer.

Que São Francisco de Assis (se realmente tiver tal poder) te abençoe e te proteja de todos nós!

Cantem!

Salmo 96:12: “ Deleitem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta.”

O Lobo Solitário

Há algo num lobo solitário,
algo sombrio,
algo assustador.
O lobo solitário
anda desgarrado
da matilha,
procurando alguma rês
também desgarrada
Que possa abater.
O lobo solitário é livre.
Armadilhas não existem
para lhe prender.