Bares, cafés e clubes, a partir do século XIX, não eram apenas um ambiente para a happy hour. Eles foram o cenário onde questões políticas, filosóficas, movimentos artísticos revolucionários se espalharam. O propósito deste site é o mesmo: criar um espaço virtual para expressão livre de ideais, reflexões e sentimentos, com espírito crítico em relação a nossa Cultura.
Alguma coisa fez com que o quadrado de Sator, um dentre tantos palíndromos utilizados como passatempo pelos romanos, fosse considerado especial. Ele foi muito copiado, em livros, portas etc, mas seu significado original se perdeu. Estudiosos tentam reencontrá-lo há 150 anos, sem chegar a nenhuma conclusão que seja universalmente aceita.
Minha tradução livre seria “Deus mantém a roda da vida girando.”
O sábio Frei Lourenço tenta alertar os jovens amantes para não se precipitarem, para cultivar a paciência, algo tão difícil para os jovens impulsivos. Hoje, porém, com a velocidade da tecnologia e com os automatismos no uso de dispositivos eletrônicos, todos nós estamos sujeitos a rompantes, a gestos bruscos, impensados e impensáveis. Não existe mais um discreto Frei Lourenço para nos aconselhar. Temos a Literatura, pena que ninguém mais tenha paciência para a leitura, que deleita e ensina.
Quem sabe, neste momento, você não está apenas nascendo de novo para outra vida, trocando de roupagem?! Lutou o bom combate, agora descansará em paz! Sentiremos saudades!🌹
Ai que tristeza! Eu costumava passar esta música para meus alunos, dentre muitas outras como Samba do Avião. Eu sempre preferia a interpretação dela a de todos os outros e queria que meus alunos a apreciassem como merece. Minhas aulas se tornaram muito melhores graças a esse talento sublime. Perdemos um tesouro inigualável. Tivemos muita sorte de ter vindo nesta terra tão carente de beleza e leveza. Obrigada por tudo e descanse em paz! Sentiremos saudades! Que sua passagem seja suave como as águas de Chovendo na Roseira. Te amarei pra sempre!
A trabalho em Campo Grande pela primeira vez, o poeta e youtuber Allan Dias Castro foi convidado para participar da 34ª Noite da Poesia nesta quinta-feira (15). Sucesso nas redes sociais e integrando a lista de livros mais vendidos do País, o escritor reforçou que seu objetivo é desmistificar a criação literária e apoiar quem é visto como “louco” por seguir seus sonhos. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS
No Vale Histórico Quem é lembrado? O sinhô Ou o escravizado? Viva quem chibatou Ou o chibatado? Quem comprou eu sei E quem foi comprado? "Um casarão de rei!" Feito em suor sangrado Sangue negro sagrado Sabor? Amargo Famílias findadas Amistad lotado Hoje: "vá embora" Ontem: "venha forçado" Angola, Benguela, Monjolo Criança, homem, moça Congo, Cabinda, Rebolo Todos vindo à força Onde cativeiro é lucro Sincretismo é fé Miscigenação? Estupro Tudo pelo café Séculos de labor Muita dor, sem ser pago E se a Lei Feijó vingar cruze os negros como gado Os últimos a abolir E de uma maneira torta No país da Lei de Terras A Lei Áurea nasce morta. "Livre" só de bens De herança o racismo Equidade é preciso Igualdade é cinismo Samba, comida e festa Cultura negra pro mundo "Me dá uma ajuda, sinhô" "Vai trabalhar, vagabundo" Onde preconceito é piada Falta uma que diz: O que é o que é um pontinho preto na fazenda? É um negro sustentando o país. ✊🏾
Por trás de seus olhos caramelo, Eu vislumbrei o segredo do mundo Devia dar as costas e fugir Do esplendor sinistro. Como despertar para uma verdade insuportável? Negando, negando, negando Como fez aquele discípulo...
O coração da treva nos cega.
Mas a doçura desses olhos derreteu meu medo Como um canto irresistível que arrasta àquele abismo onde toda esperança é abandonada no umbral das almas.
Então, compreendi ao menos um enigma: antes ser arrastado pelo turbilhão dos tempos A parar impassível observando os ventos.
Amor – pois que é palavra essencial comece esta canção e toda a envolva. Amor guie o meu verso, e enquanto o guia, reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma? Quem não sente no corpo a alma expandir-se até desabrochar em puro grito de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado, fundido, dissolvido, volta à origem dos seres, que Platão viu completados: é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo? Onde termina o quarto e chega aos astros? Que força em nossos flancos nos transporta a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris, já tudo se transforma, num relâmpago. Em pequenino ponto desse corpo, a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Eu gostaria de ser um ninho se você fosse um passarinho Eu gostaria de ser um lenço se você fosse um pescoço e estivesse com frio Se você fosse música, eu seria uma orelha Se você fosse água, eu seria um copo Se você fosse a luz, eu seria um olho Se você fosse um pé, eu seria uma meia Se você fosse o mar, eu seria uma praia E se você ainda fosse o mar, eu seria um peixe, e nadaria em você E se você fosse o mar, eu seria sal E se eu fosse sal, você seria alface, um abacate ou, pelo menos, um ovo frito E se você fosse um ovo frito, eu seria um pedaço de pão E se eu fosse um pedaço de pão, você seria manteiga ou geleia Se você fosse geleia, eu seria o pêssego na geleia Se eu fosse um pêssego, você seria uma árvore E se você fosse uma árvore, eu seria sua seiva e correria em seus braços como sangue E se eu fosse sangue, viveria em seu coração.
Ontem, estava passeando pelo meu bairro com o Léo, meu cachorro e, de repente, me assustei ao me deparar com uma ave imensa comendo lixo de uma vizinha. Tal imagem me pareceu surreal, apesar de estar cada vez mais comum avistar tucanos, corujas e cobras por aqui.
Esse é o sinal mais explícito de que estamos invadindo mais e mais os espaços dessas espécies, por isso elas são obrigadas a se adaptar às regiões urbanas. Gestos simples, como colocar o lixo nos dias em que o caminhão de coleta passa, evitam a intoxicação de animais com nossos detritos. Mas a maioria das pessoas está c. e andando pra isso.
Fiquei intrigada para desvendar qual seria sua espécie. Parecia um gavião ou uma águia muito imponente. Ela ficou rondando o bairro até pousar numa palmeira imperial de porte igualmente majestoso e ficou observando das alturas nossa extasiada pequenês atravessando as ruas de um domingo sossegado.
Descobri que a ave é um carcará, aquele da música “carcará, pega, mata e come” que inspirava medo aos retirantes da seca no sertão. Hoje, é esse parente dos falcões que deveria nos temer.
Que São Francisco de Assis (se realmente tiver tal poder) te abençoe e te proteja de todos nós!