Destaque

A mulher mais linda da cidade

O conto "A mulher mais bela da cidade", de Bukowski, é horrível e belo, como seus personagens. Ainda estou digerindo porque é muito impactante.  Agora percebo que alguns amigos da faculdade imitavam esse autor. Eu me pergunto por que demorei tanto para ler as obras dele. Acho que tinha medo de conhecer esse mundo, ou …

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Destaque

Leitura ostentação

Acabei de adquirir Crônica de um amor louco: ereções, ejaculações, exibicionismos - Parte I, do Bukowski. Exibicionismo é a cara da nossa era e não posso ficar de fora, então aí está. Não acredito que só agora resolvi ler sua obra. Vamos ver se é um livro "maldito" mesmo ou um maldito livro. É provável que …

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08 de Dezembro de 1930: Se suicida Florbela Espanca – poetisa e anarquista

“Sou pagã e anarquista, como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza …”

Florbela Espanca

Em 8 de Dezembro de 1930, Florebela Espanca se suicida. A poetisa e anarquista nasceu e viveu em Portugal, no dia de hoje fazem 87 anos de sua morte. A IEL e o site anarcopunk.org vem prestar sua pequena homenagem a Florbela com algumas de suas poesias.

Volúpia

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade…
A núvem que arrastou o vento norte…
— Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço…
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos…

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Duas notas sobre a Palestina

materialismo histórico-geográfico

Deixo abaixo duas notas que fiz em minha página do facebook sobre a Palestina.

Sobre a “questão palestina”

Apenas acordo e, viciadíssimo nas redes sociais, abro a página do facebook onde encontro um post da “Eurasia – Rivista di Studi Geopolitici”, divulgando um número especial sobre a Palestina (edição n. 2, 2009). Nada mal, sabendo usar, até que as redes sociais podem contribuir para o nosso esclarecimento acerca deste “mundo grande e terrível”.

Único texto livre de pagamento, o editorial (Palestina, Provincia d’Eurasia) é bastante completo, até mesmo em termos de reconstituição histórica, e logo me põe a conhecer dados demográficos realmente aterradores. Vamos a eles.

Em 1880 a comunidade judaica na Palestina — que por esta época era uma estável província do Império Otomano, gozando mesmo de um importante desenvolvimento econômico, social e cultural — era de apenas cerca de 24 mil indivíduos; de 1880 a 1908 passa…

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Resenha: “Casa de bonecas”, de Henrik Ibsen, baixe a obra grátis

Muito importante ler essa obra, porque apesar de todas as conquistas, algumas mulheres ainda são tratadas como bonecas, como objetos, sem nem se dar conta. Um exemplo disso é que muitas vezes até os ideais feministas são usados como pretextos para invadir países, derrubar regimes, quando na verdade os reais motivos das guerras são intetesses econômicos. Talvez nunca consigamos fugir disso, mas pelo menos saber a verdade já é uma forma de libertação.

Falando em Literatura...

Vamos agilizar nossas leituras? Acumulou tudo, não é? Então vamos, falta pouco para terminar o ano!

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Quem ama literatura não vai deixar de se emocionar com esse tesouro: o manuscrito original de “Casa de bonecas” (1879), do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (Skien, 20/03/1828 – Oslo, 23/05/1906). Ibsen é o dramaturgo mais importante da Noruega, influenciou o teatro mundial, considerado o “pai do drama realista moderno”.

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Veja aqui o manuscrito de Ibsen, que era super organizado, caligrafia bonita, muito bom de apreciar (ainda que não saibamos norueguês)!

Vamos à resenha:

“Casa de Bonecas” é uma obra dramática escrita em três atos. Ibsen levou a realidade ao teatro, mostrando o cotidiano de uma família burguesa da época. A estreia dessa peça gerou muita polêmica, muita gente não gostou do espelho diante dos seus olhos. Ibsen foi crítico, corajoso e transgressor levando em conta a época em que foi escrita a obra.

Torvald Helmer…

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Embriague-se

Charles Baudelaire É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se. E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre …

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