O gato que ri.
A pedra que chora.
Agora, de tudo já vi!
Bares, cafés e clubes, a partir do século XIX, não eram apenas um ambiente para a happy hour. Eles foram o cenário onde questões políticas, filosóficas, movimentos artísticos revolucionários se espalharam. O propósito deste site é o mesmo: criar um espaço virtual para expressão livre de ideais, reflexões e sentimentos, com espírito crítico em relação a nossa Cultura.
O gato que ri.
A pedra que chora.
Agora, de tudo já vi!
A frase do escritor gaúcho Mario Quintana fala da sensação de companhia proporcionada pela leitura. Entretanto, as vantagens de um bom livro não param por aí, aponta um novo estudo publicado em edição da revista Science. Segundo a pesquisa, a literatura pode ajudar no relacionamento com outras pessoas, ajudando o leitor a interpretar melhor as […]
via A LIGAÇÃO ENTRE A LITERATURA E OS PENSAMENTOS — escritor958
POR CATEGORIAS: ALTERNATIVAS, CAPA, MUNDO, PÓS-CAPITALISMO No bicentenário do filósofo alemão, capitalismo parece mais brutal que nunca. Qual a atualidade do principal crítico do sistema? Por que lê-lo no original – não em segunda mão? Immanuel Wallerstein, entrevistado por Marcello Musto, na Truthout | Tradução: Inês Castilho Durante três décadas, a ideologia e políticas neoliberais […]
via Wallerstein: roteiro para Marx, duzentos anos depois — GPECT
Na alegria, como na tristeza ou no desespero, o vinho é companhia e confidente dos homens desde os alvores da civilização. E a sua presença na poesia é quase um universal, olhado o arco geográfico e temporal onde ela surge. Comecemos uma volta por esta tradição poética com alguns poemas e fragmentos de Alceu de […]
via Porque o vinho é o espelho dos homens — poemas de Alceu de Mitilene — vicio da poesia
Eis o artigo. Gustavo Gutiérrez Merino, Frade Dominicano, nasceu em Lima, no Peru, no dia 8 de junho de 1928. É considerado o “Pai da Teologia da Libertação”. Hoje, ele reside no Convento dos Dominicanos de Lima. Dedica-se ao trabalho pastoral, à pregação de Retiros, à administração de Cursos de Teologia na Universidade de Notre […]
O conjunto da obra de Ricardo Antunes se distingue por uma rara qualidade: seu autor consegue combinar a pesquisa sociológica concreta, rigorosa e empiricamente fundamentada com um compromisso social intransigente, a saber, a tomada de partido pelos explorados e oprimidos. Isso vale também, obviamente, para seu novo livro O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital (Boitempo, 2018).
Ver o post original 446 mais palavras
Pessoa, meu amor
Como declarar meu amor neste dia querido
em que você nos presenteou com o dom de sua vida?
Feliz aniversário, pessoa complicada e complexa!
“Louco porque também quis grandeza qual a sorte não dá.”
Você é o Encoberto também neste mesquinho mundo.
Quando voltará nosso messias da poesia?
Estamos órfãos de seus muitos eus.
Amado das musas, apesar de suas loucuras ou talvez por causa delas.
Foi nada, é todos, é tudo.
13-06-2018
Godoy

A Revista Sincronistas reúne textos e ilustrações das nossas artistas, celebrando o talento das mulheres da nossa região.
Para a primeira edição, escolhemos o tema “Sincronicidade”, força essencial para o nosso encontro e união, e que nos impulsiona até nossos objetivos. Os textos e artes falam sobre o conceito de sincronicidade, os acasos improváveis e o destino, questão que nos instiga e tira o nosso sono.
As edições da Revista Sincronistas serão bimestrais, sempre com a participação das integrantes do coletivo e de convidadas.
Para receber em seu e-mail, clique aqui e cadastre-se na nossa newsletter.
Confira abaixo a capa da nossa edição de estreia.

A próxima edição sairá na segunda semana de março/2018.
Muito importante assistir a essa entrevista para conseguir enxergar uma saída no fim do túnel da atual crise e refletir sobre outras formas de democracia.
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=218042368802211&id=163618174244631
Sinopse:
Em seu ensaio icônico “Os Homens Explicam Tudo para Mim”, Rebecca Solnit foca seu olhar inquisitivo no tema dos direitos da mulher começando por nos contar um episódio cômico: um homem passou uma festa inteira falando de um livro que “ela deveria ler”, sem lhe dar chance de dizer que, na verdade, ela era a autora. A partir dessa situação, Rebecca vai debater o termo mansplaining, o fenômeno machista de homens assumirem que, independente do assunto, eles possuem mais conhecimento sobre o tema do que as mulheres, insistindo na explicação, quando muitas vezes a mulher tem mais domínio do que o próprio homem. Por meio dos seus melhores textos feministas, ensaios irônicos, indignados, poéticos e irrequietos, as diferentes manifestações de violência contra a mulher, que vão desde silenciamento à agressão física, violência e morte. Os Homens Explicam Tudo para Mim é uma exploração corajosa e incisiva de problemas que uma cultura patriarcal não reconhece, necessariamente, como problemas. Com graça e energia, e numa prosa belíssima e provocativa, Rebecca Solnit demonstra que é tanto uma figura fundamental do movimento feminista atual como uma pensadora radical e generosa.
Confesso que a sinopse desse livro me ganhou logo de cara e o comprei achando que conteria uma coletânea de histórias cômicas (de tão trágicas tornaram-se cômicas), mas me enganei. De certo modo esse desvio nas minhas expectativas foi bom, pois Rebecca trouxe ensaios sobre a condição feminina ao longo dos anos e em diferentes setores da sociedade.
Apontarei aqui algumas ideias que Rebecca expõe ao leitor e que, pelo menos para mim, foram colírios para enxergar o mundo de maneira mais lúcida.
Casamento igualitário
Um dos termos trabalhados pela autora foi o de casamento igualitário, alcunha utilizada para denominar casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eu nunca havia parado para pensar que essa denominação pressupõe que casamento heterossexual não é um casamento igualitário, semanticamente falando, mas bem que poderia ser, pois um casal que, independente do sexo, se respeita e trata um ao outro como um igual poderia ser denomina sim casamento igualitário. Não seria o sexo, mas as atitudes entre o casal que determinaria se um casamento é ou não igualitário ?!?
Desaparecimento gradativo
Fazer as mulheres sumirem ao longo da história é fichinha, a exemplo os nomes das famílias das mulheres que sumiram para dar espaço ao sobrenome do esposo. Essa história de ser chamada pelo nome do marido me lembrou algo estranho na língua brasileira: no ato do casamento hétero, as partes tornam-se ‘marido’ e ‘mulher’, não seria a mulher ‘mulher’ antes do matrimônio?
“É fácil chamar de crimes os desaparecimentos da guerra suja na Argentina; mas como devemos chamar os milênios de desaparecimento das mulheres – da esfera pública, da genealogia, do status legal, da voz, da vida?” P. 96
Clamamos por voz!
O chamado feminino mais claro é a necessidade de voz, isso fica explícito em notícias diárias que lemos nos jornais, como no caso da adolescente de 16 anos assediada na UFC e como uma enxurrada de outras garotas sentiram-se a vontade para relatar assédios sofridos ao longo da graduação depois de UMA ter sido ouvida. O motivo de não ter feito os relatos antes? “Falar? Ninguém vai ouvir”.
As mulheres precisam de voz nessa luta diária para alcançar a igualdade, cansamos de ser chamadas de loucas, de colocarem a culpa nas nossas roupas, de pensar mil vezes antes de ser simpática por medo de parecer outra coisa.
“‘Ela é louca’ é o eufemismo padrão para “Eu estou desconfortável com o que ela está dizendo”. P. 138
Rebecca faz um paralelo dessa falta de crédito com Cassandra, da Mitologia Grega:
“E mais uma coisa sobre Cassandra: a descrença com que suas profecias eram recebidas era resultado de uma maldição lançada sobre ela pelo deus Apolo, quando ela se recusou a fazer sexo com ele. A ideia de que a perda de credibilidade está ligada a reivindicar os direitos sobre o seu próprio corpo estava ali presente o tempo todo. Mas com as Cassandras da vida real que há entre nós, podemos desfazer a maldição, tomando nossas próprias decisões sobre em que acreditar, e por quê.” P. 151
A autora apresenta diversos outros pensamentos ao longo do livro que aguça o pensamento crítico do leitor sobre a questão feminina. Aqui ela faz links com alguns de seus outros livros e traz casos reais para ilustrar sua linha de raciocínio.
Algo que senti falta nessa obra foram referências, pois diversos casos citados por Rebecca eu já havia lido em outros livros, mas os que eu não conhecia, gostaria de saber mais sobre os relatos e de ser encaminhada por meio de referências, como nos livros da Angela Davis .
É isso, Os homens explicam tudo para mim é uma leitura rápida, rica, alterna entre leve e pesada por causa do seu conteúdo e a escrita da Rebecca faz o livro fluir de maneira ímpar.
via Os homens explicam tudo para mim, de Rebecca Solnit — Degrau de Letras
DANIEL AVELAR
DE SÃO PAULO
27/04/2017 07h00
Israel não conseguirá manter o sistema ideológico que o sustenta para sempre. Quem faz o prognóstico é o historiador israelense Ilan Pappé.
“Estamos em uma encruzilhada: as pessoas em Israel sabem do que o país fez no passado e faz no presente, mas a maioria ainda aceita isso e parece não se importar”, afirma o historiador, para quem pressões externas e “novas gerações” provocarão mudanças em Israel.
Pappé, 62, é um dos principais nomes dos chamados “novos historiadores israelenses”, grupo que analisa criticamente os eventos que levaram à fundação do Estado de Israel, em 1948, a partir do estudo de arquivos militares mantidos em sigilo até a década de 1980.
Ele escreveu o livro “A Limpeza Étnica na Palestina”, no qual argumenta que houve um processo planejado de expulsão e massacre de milhares de palestinos que viviam no território que…
Ver o post original 1.231 mais palavras