Os Homens Ocos – T.S. Eliot

Os Homens Ocos (T. S. Eliot) Nós somos os homens ocos Os homens empalhados Uns nos outros amparados O elmo cheio de nada. Ai de nós! Nossas vozes dessecadas, Quando juntos sussurramos, São quietas e inexpressas Como o vento na relva seca Ou pés de ratos sobre cacos Em nossa adega evaporada Fôrma sem forma, […]
Os Homens Ocos – T.S. Eliot
Strange Fruit
Abel Meeropol* Southern trees bear strange fruit, Blood on the leaves and blood at the root, Black body swinging in the Southern breeze, Strange fruit hanging from the poplar trees. Pastoral scene of the gallant South, The bulging eyes and the twisted mouth, Scent of magnolia sweet and fresh, Then the sudden smell of burning flesh! Here is fruit for the crows to pluck, For the rain to gather, for the wind to suck, For the sun to rot, for the trees to drop, Here is a strange and bitter crop.
* Abel Meeropol foi um compositor e poeta norte-americano. Seu trabalho mais conhecido, Strange Fruit, um poema anti-linchamento, foi gravado por Billie Holiday e interpretado por outros artistas como Nina Simone. Também tornou-se célebre por escrever músicas para artistas como Frank Sinatara e Josh White. Escreveu a maior parte de seu trabalho sob um pseudônimo, Lewis Allen, em homenagem aos seus dois filhos natimortos. Faleceu em outubro de 1986.
Poema de Lei
Terceira Lei do Amor de Newton Toda ação Provoca sempre uma reação oposta e de igual lubricidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos. Isaac Newton feat. Godoy

Nossas asas no anis
Hoje é o dia mais triste de nossa história.
Quem não se comove com a maior de todas as tragédias brasileiras e não fez todo o possível para evitá-la não tem coração. Tudo isso para aumentar: o lucro de empresas farmacêuticas e a propina para este desgoverno. São todos assassinos, são monstros.
Talvez vocês consigam transformar sua dor, seu luto, nosso abismo em algo: em desabafo, em gritos, em palavras. Dizer o indizível, olhar de frente nossa miséria, a miséria humana, dói, dói muito, mas não dizer e não olhar dói muito mais.
Quantos versos conseguimos escrever com as letras da palavra “assassinos”?
Si Só sai, insana sina o asno insano assa as asas sãs assina só os nossos ossos ansiosos, sósias Os sóis não são só isso? No sono, nos sinos, nos sinais, a sós nossa sina no sono, o siso sana nossos anos insossos! Nos sinos, os Sis, os Sóis os Sons são asas Os sinais? Nos oásis, saias são nossas asas no anis.

Presente
Melhor presente no meu dia!

Hoje é dia 13 de junho, dia de levantar o mastro
Mastro Junino de Madeira Decorado com São João, Santo Antônio e São Pedro
Mastro para Festa Junina de 3 Lados em formato de triângulo. Confeccionado em madeira e decorado com flores em crepom de cores sortidas. Possui a Bandeira dos 3 santos juninos em tecido: São João Batista, Santo Antônio e São Pedro, sendo uma bandeira em cada lado do mastro.
Como Usar: o mastro deverá ser pregado na ponta de um tronco grande, onde todos os convidados da festa passam em fila e beijam os três santos depois da finalização do terço da Festa Junina, fazendo seus pedidos e agradecimentos e depois deverá ser subido, onde ficará até a próxima Festa Junina, quando deverá ser trocado. Manda a tradição, que uma vez feita a festa, deverá ser feita por mais seis anos, completando 7 anos rezando o terço.
Espero que substituam esta tradição por outra forma de homenagem sem aglomerações por causa da pandemia.


The Walk – The Cure
Saudade daquela época em que a tristeza era mais poser* do que real.
*Poser é uma gíria da língua inglesa cujo significado - principalmente no contexto musical - se refere a uma pessoa com personalidade influenciável, sem atitude e que se deixa impressionar pelo artista, banda ou estilo musical que está fazendo sucesso no momento.
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. – Cora Coralina, em “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”. 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 139.

Faz da tua casa uma festa!
Cora Coralina Faz da tua casa uma festa! Ouve música, canta, dança... Faz da tua casa um templo! Reza, ora, medita, pede, agradece... Faz da tua casa uma escola! Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina... Faz da tua casa uma loja! Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar... Faz da tua casa um restaurante! Cozinha, prova, cria, cultiva, planta... Enfim... Faz da tua casa Um local criativo de amor.

Oto

Ainda assim eu me levanto- Maya Angelou
Você pode me inscrever na História Com as mentiras amargas que contar, Você pode me arrastar no pó Mas ainda assim, como o pó, eu vou me levantar. Minha elegância o perturba? Por que você afunda no pesar? Porque eu ando como se eu tivesse poços de petróleo Jorrando em minha sala de estar. Assim como lua e o sol, Com a certeza das ondas do mar Como se ergue a esperança Ainda assim, vou me levantar Você queria me ver abatida? Cabeça baixa, olhar caído? Ombros curvados com lágrimas Com a alma a gritar enfraquecida? Minha altivez o ofende? Não leve isso tão a mal, Porque eu rio como se eu tivesse Minas de ouro no meu quintal. Você pode me fuzilar com suas palavras, E me cortar com o seu olhar Você pode me matar com o seu ódio, Mas assim, como o ar, eu vou me levantar A minha sensualidade o aborrece? E você, surpreso, se admira, Ao me ver dançar como se tivesse, Diamantes na altura da virilha? Das chochas dessa História escandalosa Eu me levanto Acima de um passado que está enraizado na dor Eu me levanto Eu sou um oceano negro, vasto e irriquieto, Indo e vindo contra as marés, eu me levanto. Deixando para trás noites de terror e medo Eu me levanto Em uma madrugada que é maravilhosamente clara Eu me levanto Trazendo os dons que meus ancestrais deram, Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos. Eu me levanto Eu me levanto Eu me levanto!
