Dancing Barefoot

•6 nov 2017 • Deixe um comentário

Dancing Barefoot

Patti Smith

She is benediction
She is addicted to thee
She is the root connection
She is connecting with he

Here i go and i don’t know why
I fell so ceaselessly
Could it be he’s taking over me…

I’m dancing barefoot
Heading for a spin
Some strange music draws me in
Makes me come on like some heroin/e

She is sublimation
She is the essence of thee
She is concentrating on
He, who is chosen by she

Here i go and i don’t know why
I spin so ceaselessly,
Could it be he’s taking over me…

[chorus]

She is re-creation
She, intoxicated by thee
She has the slow sensation that
He is levitating with she …

Here i go and i don’t know why,
I spin so ceaselessly,
‘til i lose my sense of gravity…

[chorus]

(oh god i fell for you …)

The plot of our life sweats in the dark like a face
The mystery of childbirth, of childhood itself
Grave visitations
What is it that calls to us?
Why must we pray screaming?
Why must not death be redefined?
We shut our eyes we stretch out our arms
And whirl on a pane of glass
An afixiation a fix on anything the line of life the limb of a tree
The hands of he and the promise that she is blessed among women.

(oh god I fell for you …)

A ciência comprova: poesia é mais eficaz que autoajuda

•31 out 2017 • Deixe um comentário

Você já podia imaginar, mas agora está evidenciado cientificamente: ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos psicológicos do que livros de autoajuda. E mais: textos de escritores clássicos como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, mesmo quando de difícil compreensão, estimulam a atividade cerebral de modo muito mais profundo e duradouro do que textos mais simples e coloquiais.  A leitura de obras clássicas ainda pode ajudar pessoas com problemas emocionais, diz estudo.

Ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool. Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos de Henry Vaughan,John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa mostraram que a atividade do cérebro “acelera” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los de outra perspectiva.

“A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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Sir Laurence Olivier, em Hamlet

 

Gazel do Amor Desesperado

•30 out 2017 • Deixe um comentário

Federico García Lorca, in ‘Divã do Tamarit’

A noite não quer vir
para que tu não venhas,
nem eu possa ir.

Mas eu irei,
inda que um sol de lacraus me coma a fronte.

Mas tu virás
com a língua queimada pela chuva de sal.

O dia não quer vir
para que tu não venhas,
nem eu possa ir.

Mas eu irei
entregando aos sapos meu mordido cravo.

Mas tu virás
pelas turvas cloacas da escuridade.

Nem a noite nem o dia querem vir
para que por ti morra
e tu morras por mim.

Tradução de Oscar Mendes

Tamarit

 

 
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