Nosso grande medo

Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?” Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?…Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.
E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Marianne Williamson

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A difícil arte de não emitir opinião o tempo todo

Mil Palavras por Dia

Que irônico: emitir uma opinião sobre não opinar!

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Ser escritora é uma missão cansativa.

Nós costumamos pensar, e muito, o tempo todo, na verdade. Sobretudo nos assuntos que nos desagradam ou causam estranhamento: dores, loucuras, comportamentos, relacionamentos, despedidas, tristezas, mudanças, esperanças, sociedade…

Passamos tempo demais ruminando sobre a vida em geral, ou analisando situações banais e dando a elas proporções épicas. Sentar para escrever um texto, qualquer que seja, requer muito esforço, tanto mental quanto emocional. E, em alguns casos, é preciso entrar em contato com aspectos sombrios da nossa alma, cuja existência gostaríamos de ignorar.

Às vezes, bem raramente, escrever é puro deleite. É colocar no papel tudo o que temos de alegre, puro e suave, é transcrever sorrisos, amores, afetos. Ainda assim, é uma tarefa árdua, pois nos deixa à mercê do outro, sempre vulneráveis ao olhar de quem está do lado de fora. Costumo pensar que escrever…

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Sonhos abortados

mais um Corpo ou só a fração de um Corpo
dividido, subdividido
uma perna
um tronco
um pes
co
ço.
Só um Corpo.

não maria, não josé
não um idoso
não um moço
um es
bo
ço.
O esTrondo meDonho de uma Onda de Lodo.
Só mais um Corpo.

não aquele boi morto,
boi morto
boi
que rola entre os escombros.
Mais um Corpo Só.

não um só corpo!
Só um Corpo sem passAdo sem futUro sem o sOpro
O abOrto de um sOnho
de
com
posto
pelos Engodos do Vale do Choro.

Só Matéria nos cômputos brutos dos Diários xucros.

Godoy

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Scholarly Peace: Muslim, Christian & Jewish Translators in Medieval Spain — Human Pages

In the year 949, among the palaces and gardens of Madinat al-Zahra outside the city of Cordoba, a conference was being held. The host was the caliph of al-Andalus, Abd al-Rahman III, and his guests were representatives from the Christian emperor Constantine VII, who had just arrived from Constantinople. Only two centuries before, the […]

via Scholarly Peace: Muslim, Christian & Jewish Translators in Medieval Spain — Human Pages

Mistério

Florbela Espanca

Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…

Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!

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Defesa da alegria

De Benedetti

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Defender a alegria como uma trincheira

defendê-la do escândalo e da rotina
da miséria e dos miseráveis
das ausências transitórias
e das definitivas

defender a alegria por princípio
defendê-la do pasmo e dos pesadelos
assim dos neutrais e dos neutrões
das infâmias doces
e dos graves diagnósticos

defender a alegria como bandeira
defendê-la do raio e da melancolia
dos ingênuos e também dos canalhas
da retórica e das paragens cardíacas
das endemias e das academias

defender a alegria como um destino
defendê-la do fogo e dos bombeiros
dos suicidas e homicidas
do descanso e do cansaço
e da obrigação de estar alegre

defender a alegria como uma certeza
defendê-la do óxido e da ronha
da famigerada pátina do tempo
do relento e do oportunismo
ou dos proxenetas do riso

defender a alegria como um direito
defendê-la de Deus e do Inverno
das maiúsculas e da morte
dos apelidos e dos lamentos
do azar
e também da alegria.

 

A força universal do amor – carta de Einstein para a filha

 

Recentemente, uma carta de Albert Einstein escrita para sua filha Lieserl chamou a atenção do mundo. Na carta, uma das maiores mentes de todos os tempos compartilha suas visões da força universal do amor, a necessidade inata de nós seres humanos de nos sentirmos amados e aceitos, e sua crença de que o amor tem o poder supremo de conquistar a todos.

Há rumores de que a carta foi doada por Lieserl, como uma das centenas de cartas escritas por Einsten para a Universidade Hebraica por volta do final dos anos 80. As cartas foram doadas com instruções estritas e seu conteúdo não foi capaz de ver a luz do dia até duas décadas após a morte de Einstein.

Curiosamente, os pesquisadores nem sabiam que Lieserl existia até a década de 1980, quando se depararam com uma série de cartas entre Einstein e sua primeira esposa, Mileva Maric. As cartas confirmaram Lieserl como a filha de Einstein.

Há especulações de que Lieserl morreu aos 3 anos de idade após ficar doente de escarlatina, enquanto outras pessoas acreditam que ela foi colocada para adoção nessa idade. Tudo o que sabemos é que ela é mencionada em uma carta de 19 set th de 1903. Além do que é um mistério.

Os escritos não foram doados pelo próprio Einstein nem por sua filha Lieserl. “As cartas foram doadas por Margot Einstein, a enteada do cientista ”, afirma Diana Kormos – Buchwald, editora-chefe do Einstein Papers Project.

Abaixo você tem uma cópia da carta que Einstein escreveu para sua filha Lieserl:

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos.
Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário — anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para você.
Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não
encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o AMOR.

Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças.
O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.

O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego.
O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e morremos.
O Amor é Deus e Deus é Amor.

Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos
ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.
Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha
equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do
universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.
Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por você. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que, graças a você, obtive a última resposta.
Seu pai,
Albert Einstein

COMENTÁRIOSPensar Contemporâneo

Um espaço destinado a registrar e difundir o pensar dos nossos dias.
Destaque

A Guerra da Arte

A VIDA NÃO VIVIDA

A maioria de nós possui duas vidas. A vida que vivemos e a vida não-vivida que existe dentro de nós. Entre as duas, encontra-se a Resistência.

Você já levou para casa uma esteira ergométrica e deixou-a acumulando poeira no sótão? Já abandonou uma dieta, um curso de yoga, unia prática de meditação? Já se esquivou de um chamado para envolver-se numa prática espiritual, para dedicar-se a uma vocação humanitária, para consagrar sua vida ao serviço de outros? Já quis ser mãe, médico, advogado dos fracos e desamparados? Concorrer a um cargo público, tomar parte numa cruzada para salvar o planeta, fazer campanha pela paz mundial ou pela preservação do meio ambiente? Tarde da noite, já experimentou uma visão da pessoa que você poderia se tornar, da obra que conseguiria realizar, do ser realizado que você deveria ser? Você é um escritor que não escreve, um pintor que não pinta, um empresário que nunca se aventurou num empreendimento de risco? Então você sabe o que é Resistência.

Uma noite, quando eu estava deitado,

Ouvi papai conversando com mamãe.

Ouvi papai dizer para deixar o garoto tocar o boogie-woome

Porque isso está dentro dele e ele tem que colocar para fora *

*John Lee Hooker, letra da canção Booaie Chillen

 

A Resistência é a força mais tóxica do planeta. É fonte de mais infelicidade do que pobreza, doença e disfunção erétil. Ceder à Resistência deforma nosso espírito. Atrofia-nos e nos torna menores do que nascemos para ser. Se você acredita em Deus (e eu acredito), deve considerar a Resistência um mal, pois nos impede de alcançar a vida que Deus planejou para nós ao dotar cada ser humano de seu próprio e único gênio criativo. A palavra gênio vem do latim genius. Os romanos usavam-na para designar um espírito interior, sagrado e inviolável, que nos protege, guiando-nos para nossa vocação. Um escritor escreve com seu gênio; um artista pinta com o seu; todo aquele que cria o faz a partir deste centro sagrado. E a morada de nossa alma, o receptáculo que abriga nosso ser potencial, é o nosso farol, nossa estrela polar.

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Todo sol lança uma sombra e a sombra do gênio é a Resistência. Por mais forte que seja o chamado de nossa alma para a realização, igualmente potentes são as forças da Resistência reunidas contra ele. A Resistência é mais rápida do que o projétil de uma arma, mais poderosa do que uma locomotiva, mais difícil de renegar do que cocaína. Não estaremos sozinhos se formos dizimados pela Resistência; milhões de mulheres e homens bons foram derrubados antes de nós. E o pior é que nem ficamos sabendo o que nos atingiu. Eu nunca soube. Dos 24 aos 32 anos, a Resistência me jogou treze vezes da Costa Leste para a Oeste e novamente para a Leste e eu nem sequer sabia de sua existência. Procurava o inimigo em toda parte e não conseguia vê-lo bem diante de mim.

Você provavelmente já ouviu a história: mulher fica sabendo que tem câncer, seis meses de vida. Em poucos dias, pede demissão do trabalho, retoma seu sonho de compor canções Tex-Mex que abandonou para cuidar da família (ou começa a estudar grego clássico ou muda-se para a cidade e dedica-se a cuidar de bebês com AIDS). Os amigos da mulher acham que ela enlouqueceu; ela mesma nunca se sentiu mais feliz. Há um pós-escrito: o câncer da mulher começa a regredir.

É necessário tudo isso? É preciso encarar a morte para nos levantarmos e confrontarmos a Resistência? É preciso que a Resistência aleije e desfigure nossas vidas para despertarmos para a sua existência? Quantos de nós se tornaram bêbados e viciados, desenvolveram tumores e neuroses, sucumbiram a analgésicos, mexericos e uso compulsivo do telefone celular, simplesmente por não fazer aquilo que nossos corações, nosso gênio interior, nos impele a fazer? A Resistência nos derrota. Se amanhã de manhã, por algum passe de mágica, toda alma atordoada e ignorante acordasse com o poder de dar o primeiro passo para ir atrás de seus sonhos, todo psiquiatra na lista telefônica fecharia as portas do consultório. As prisões se esvaziariam. As indústrias de bebidas alcoólicas e de cigarro iriam à falência, assim como os negócios de comida pronta de má qualidade, de cirurgia cosmética e de programas de entretenimento “instrutivos” na TV, sem mencionar indústrias farmacêuticas, hospitais e a profissão médica de alto a baixo. Os maus-tratos domésticos se extinguiriam, assim como o vício, a obesidade, enxaquecas, fúria no trânsito e caspa. Olhe no fundo do seu coração. A menos que eu seja louco, neste mesmo instante uma vozinha fraca está sussurrando, dizendo-lhe, como já fez milhares de vezes, qual é a vocação que é sua e apenas sua. Você sabe. Ninguém tem que lhe dizer. E a menos que eu seja louco, você não está mais perto de tomar uma atitude em relação a ela do que estava ontem ou estará amanhã. Acha que a Resistência não é real? A Resistência o matará.

Sabe, Hitler queria ser artista. Aos 18 anos, pegou sua herança, setecentos Krones, e mudou-se para Viena para viver e estudar. Inscreveu-se na Academia de Belas-Artes e posteriormente na Faculdade de Arquitetura. Já viu algum quadro dele? Eu também não. A Resistência o derrotou. Pode achar que é exagero, mas vou dizer mesmo assim: foi mais fácil para Hitler deflagrar a 2ª Guerra Mundial do que encarar uma tela em branco.


Pressfield, Steven
Guerra da arte; tradução de Geni Hirata. – Rio de Janeiro : Ediouro, 2005, da pág. 18 a 21.
ISBN 85-00-01534-9
1. Pressfield, Steven. 2. Criação (Literária, artística etc.).
3. Pensamento criativo. 4. Resistência (Psicanálise).
5. Procrastinação. 6. Inibição.

 

Fascismo e nazismo são de extrema direita

Por Carlos Marchi

Vamos resolver essa parada?

O fascismo foi estruturado na França pela “Action Française”, dirigida por Charles Maurras. Mas um sólido vínculo religioso impediu sua aceitação pelo povo.

A estruturação que deu certo nasceu com Benito Mussolini. Sua base doutrinária ironizava a filosofia; acreditava na ação e na violência. Procurou atrair os desempregados e fracassados na vida, iscas fáceis de discursos populistas.

Mussolini escreveu: “A ação enterrou a filosofia.” Isso era aceitável para criar uma contraposição radical ao comunismo, que se instalara na URSS e avançava na Europa.

Foi Mussolini quem criou a expressão “fascismo”. Vinha de fascio (feixe), machados usados pelos funcionários que precediam os senadores romanos e que simbolizavam a decapitação dos adversários.

Para estruturar o fascismo ele buscou ideias no campo do socialismo, de onde vinha. Mussolini dirigiu o jornal socialista “Lotta di Classe” até 1910.

A doutrina fascista indicava uma clara oposição ao socialismo. Mussolini escreveu: “Negar o bolchevismo é necessário, mas [para isso] é preciso afirmar qualquer coisa.”

Ele qualificou: dizia que a tarefa dos fascistas se resumia a uma coisa – a luta entre a nação e a antinação (a antinação eram os socialistas, é claro).

Ele precisava alcançar dois objetivos: manipular as massas populares e garantir o financiamento da imensa máquina de propaganda que iria criar (foi pioneiro no uso do rádio).

Operava com a demagogia, é claro. Consolidou os conceitos populistas, lisonjeando o “povo”, em contraposição às “massas” socialistas.

Viajava muito de avião e impôs a regra do discurso político enérgico e violento, o que era absorvido pelo “povo”.

Seu programa era a truculência para com os adversários. Sua marca principal era uma ojeriza pelas ideias liberais (na verdade, ele “tomou” o capitalismo dos liberais).

A partir do fim da Primeira Guerra, passou a receber apoio dos maiores grupos financeiros e industriais da Itália, que tinham ganho muito dinheiro com a guerra.

O apoio veio porque ele sinalizou com o fortalecimento da implantação do capitalismo monopolista.

Seu governo favoreceu tremendamente a concentração do capital nos grandes conglomerados.

E Hitler? Mussolini chegou ao poder em 1922; Hitler só chegaria em 1933.

Quem colou a expressão “socialistas” ao Partido Operário Alemão foi Hitler, com a ideia de antepor um socialismo “nacionalista” ao socialismo “internacionalista”.

Mas não havia nenhum conceito socialista nas ideias que, ademais, importou da Itália e adaptou na Alemanha.

O Partido Operário Alemão fora fundado em 1919, por Anton Drexler. Hitler o conheceu quando foi a uma reunião como espião do exército.

Acabou aderindo a ele e em 1920 assumiu a propaganda, mudando o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista.

Na época, os socialistas eram apelidados de “sozi” (de Sozialistische). Pra facilitar, começaram a chamar os Nacionais Socialistas de “nazi” (de National-Sozialistische).

Como se vê, o Partido Nazista foi estruturado como OPOSIÇÃO ao Partido Socialista. E oferecia suas ideias truculentas para favorecer a concentração do grande capital, não para “libertar as massas oprimidas”.

Mas a diferença crucial está na propriedade dos meios de produção – para os socialistas, o operariado (na prática, o Estado); para os fascistas, os grandes conglomerados privados.

Não há nada mais antagônico, pois, do que socialistas e fascistas, linhas de pensamento situados a 180º um do outro.

O resto da história a gente conhece bem.

 

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