Everything Everything – Big Climb

Big climb, big fall
I saw my picture in the crystal ball
Big climb, big fall
The pink piggies with their hands on their ears
Skeleton boy with the skeleton girl souvenir
Uh, this is the prophecy
Tenth daughter of a beast heart mother you know that
All our lives are in your hands now
All our lives are in your hands now
Ice flows quicken
Drip-feed dripping in your eye socket under the hoax moon
I don’t mean to get weird now
But I know what we areJust one thing
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
Led to another
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!Not afraid that it’ll kill us yetBig climb, big fall
I saw us dying in the crystal ball
Was a- big climb, big fall
The gas crawling like the ghost of the sea
You can be a drone, or the god-killer-bee that I love
Uh, this is the prophecy
Tenth son of a beast heart father
The choice is:
To be a slave to the big time
Champagne cork in your windpipe
And weigh a whole tonne
Or be the curved glass in a desert full of sun
Are you burning?
We can burn it together
First we have to play GodJust one thing
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
Led to another
Not afraid that it’ll kill us, yeahYeah you seem to get it
Dancing on the ocean floor
There’s a light on the horizon
Dancing on the ocean floor
And the birds started singing
Dancing on the ocean floor
It’s an infinite morning
Dancing on the ocean floorWe are one thing
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
Led to another
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!We are afraid!
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
Lead to another
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
We are one thing
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!
Lead to another
Not afraid that it’ll kill us, yeah
We are afraid that it won’t!Fonte: MusixmatchCompositores: Jeremy Pritchard / Jonathan Higgs / Alex Robertshaw / Michael Spearman

tubarões do vazio

tubarões do vazio,

roubem o fruto do nosso trabalho,
depois, com um cínico sorriso,
nos devorem lentamente
do alto de seu tanque de marfim!

engulam o ódio de nossas palavras azedas!
esburaquem, em busca de uns cobres, todo planeta!
vocês são os Midas da Degradação!

senhores de castelos erguidos por outrem,
engulam os cobres cunhados pelos seus servos
engulam nosso deboche por sua depravação!

que gosto tem o metal quente
deslisando por suas goelas sedentas?
o seu capital o aquece no inverno?

abocanhem com todos seus dentes
os nossos viténs
e a sua solidão 
e o nosso desdém

mordam nossas carnes,
tubarões do vazio!
somos excelente banquete
para canibais tão exigentes!
durmam tranquilos,
enquanto construímos
na terra o seu Paraíso.
quando nos lançarem suas sobras,
nossas cabeças abençoadas pelo desprezo
voarão sobre o esgoto
de suas almas purulentas
que serão lancetadas enfim.

Cantem!

Salmo 96:12: “ Deleitem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta.”

O jogo dos cacos de vidro

venha viver meus perigos
venha provar minhas chagas
e lamber minhas feridas
que lhe darei um mar cristalino!

estamos sedentos, estamos famintos
vamos aumentar nossos medos?
e derrubar nossos ninhos?

se você viver meus infernos
se você se tornar minha amante
se me venerar esta noite,
farei, com mil olhos de vidro,
ladrilhos pra você passear
por sinuosos caminhos......

Godoy
26-07-2018

Saunalahti School, uma escola exemplar – Arquitete suas Ideias

http://arquitetesuasideias.com.br/2016/09/14/saunalahti-school-uma-escola-exemplar/

Nossas asas no anis

T. Godoy 04-05-2021

Si
Só sai,
insana sina 
o asno insano assa as asas sãs
assina só os nossos ossos ansiosos, sósias

Os sóis não são só isso?

No sono, nos sinos, nos sinais, a sós nossa sina
no sono, o siso sana nossos anos insossos!
Nos sinos, os Sis, os Sóis
os Sons são asas
Os sinais?
Nos oásis, saias são nossas asas no anis.





A Arte de Perder

Elizabeth Bishop

A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subsequente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

(tradução de Paulo Henriques Britto)


Aqui cabe uma curiosidade: nos rascunhos de Bishop para o poema, a conclusão de One Art fica muito mais explícita, como é possível ler nesse trecho:

All that I write is false, it’s evident
The art of losing isn’t hard to master.
oh no.
anything at all anything but one’s love. (Say it: disaster.)

Tradução livre:
Tudo o que escrevi é mentira, é evidente
A arte da perda não é dificil de dominar
oh não
qualquer coisa, qualquer coisa exceto o amor de alguém.
(Mais sobre os rascunhos pode ser encontrado neste site: The Drafts of “One Art”, em inglês)




One Art

The art of losing isn’t hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn’t hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother’s watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn’t hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn’t a disaster.
-Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan’t have lied. It’s evident
the art of losing’s not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.



Foto por Pixabay em Pexels.com

Lições para o século XXI

Ainda tenho esperança de que podemos aprender, desaprender e reaprender, isto é, desconstruir o que em nossa cultura nos faz mal, e lembrar de coisas esquecidas que nos fazem bem não só individualmente, mas à nossa comunidade. Por isso, resolvi compartilhar com vocês um trecho deste excelente livro.

“A tecnologia não é uma coisa ruim. Se você souber o que deseja na vida, ela pode ajudá-lo a conseguir. Mas se você não sabe, será muito fácil para a tecnologia moldar por você seus objetivos e assumir o controle de sua vida. E, à medida que a tecnologia adquire uma melhor compreensão dos humanos, você poderia se ver servindo a ela cada vez mais, em vez de ela servir a você. Você já viu esses zumbis que vagueiam pelas ruas com o rosto grudado em seus smartphones? Você acha que eles estão controlando a tecnologia ou é a tecnologia que os está controlando?
Então, você pode confiar em si mesmo?
[…]
À medida que a biotecnologia e o aprendizado de máquina se aprimoram, ficará mais fácil manipular as mais profundas emoções e desejos, e será mais perigoso que nunca seguir seu coração. Quando a Coca-Cola, a Amazon, a Baidu ou o governo sabem como manipular seu coração e controlar seu cérebro, você ainda pode dizer qual é a diferença entre seu próprio eu e os especialistas em marketing que trabalham para eles?
Para ser bem-sucedido numa tarefa tão intimidadora, você terá de trabalhar muito duro para conhecer melhor seu sistema operacional. Para saber quem você é, e o que deseja da vida. Este é o mais antigo conselho registrado: conheça a si mesmo. […]
Neste exato momento os algoritmos estão observando você […] logo vão monitorar todos os seus passos […] estão se baseando em Big Data […]. Os algoritmos cuidarão de tudo […]. Se, no entanto, você quiser manter algum controle sobre sua existência pessoal e o futuro de sua vida, terá de correr mais rápido que os algoritmos […]. Para correr tão rápido, não leve muita bagagem consigo. Deixe para trás suas ilusões. Elas são pesadas demais.
(Harari, Yuval Noah. 21 Lições para o Século 21. p. 328-330)

A Araucária

Contemplar tua fronde é um ato gigantesco de humildade

É encontrar a poderosa força

Aérea

Subterrânea

Infalível

Aí e aqui.

INSPIRAÇÃO

Mário de Andrade

Onde até na força do verão havia
tempestades de ventos e frios
de crudelíssimo inverno.

Fr. Luís de Sousa


São Paulo! Comoção de minha vida…
Os meus amores são flores feitas de original…
Arlequinal!… Traje de losangos… Cinza e ouro…
Luz e bruma… Forno e inverno morno…
Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes…
Perfumes de Paris… Arys!
Bofetadas líricas no Trianon… Algodoal!…
São Paulo! Comoção de minha vida…
Galicismo a berrar nos desertos da América!

Pico do Jaraguá, São Paulo, capital.

Amar

Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.