Cegue o fluxo!

Cegue o fluxo!

Na sarjeta, a cada dia um novo réquiem…
As almas quicam na calçada!
É fixo o queimar de cristal nestas valetas
Onde as inebria o esgoto a céu aberto.
Uma pedra líquida,
Que numa colher se esquenta e esfria,
Foi entregue para um fantasma que nunca se ergue
….

Ele é só mais um eclipse cáqui inquieto!
Por mais que o reneguem
Por mais que as pedras queiram que o diabo o carregue,
Alguém ali dentro procura o Além,
Viajando por seus satânicos paraísos artificiais…

Sobre o espectro já cresce líquen!
Aqui embaixo o cristal o cega,
Dentro busca incansável o Eterno.

Godoy

 

surreal

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