À Síria

Palmira, tuas palmeiras há muito não balançam ao vento!

O vento só traz até ti pó, cinzas, farelos

Que sobram das ambições de todos os tempos.

Culpada por demorar-te no meio do caminho.

 

Como tua irmã, anciã entre as localidades;

Lar dos fundadores da Acádia,

Essa coroa de fogo da deusa do amor e da guerra.

 

Alepo, algo mais nefasto que o mais nefasto

Dos terremotos perscruta teus filhos;

Sonda tuas antigas ágoras,

que viraram catedrais

que agora são mesquitas!

Em vão perguntas “por quem definho?”

 

Como tua vizinha Ebla, rocha branca,

Berço de onde partimos, nosso ninho!

Nem 5 milênios tanto dano causou à tua ancestral alegria.

Ser ruína de ruínas é teu destino?

 

Tua terra é a desejada de todas as gentes:

Persas, macedônios, romanos, árabes,

Bizantinos, cruzados, mongóis, mamelucos,

Turcos, franceses, ingleses,

Russos, estadunidenses,.

Foi o que os ventos trouxeram a teus pés

E sobre tua cabeça, pobre Síria, louco desatino!

 

Lares divididos, subdivididos,

Todos somos teus descendentes.

Quebra-cabeças de venais interesses!

Joias deste Oriente, quem sentirá tua agonia?

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~ por Godoy em 5 maio 2018.

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