Orfeu e Eurídice

Quando tudo parecia perdido

Quando tudo eram cinzas

E o mal do mundo invadia minha vida,

Não podia ver através de minhas cicatrizes

Quanta luz havia fora de minha caverna.

O tempo parou e a poeira se acumulou sobre meus ombros

Como em mobília há muito esquecida

Porque eu só desejava dormir.

 

Mas um dia a luz entrou por um engano:

Palavras que numa encruzilhada se desviaram

do seu curso original por acaso

Um mal-entendido bom

Um mal-entendido bom

Um mal-entendido bom me guiou até você.

 

E bastou ver a luz do seu sorriso

E acreditar que precisava de mim,

Mesmo sabendo que não.

A vestal foi boa com Orfeu porque ele não olhou pra trás.

Eurídice enfim resgatada do abismo.

 

Então, vários nós se desataram.

É o Universo recompensando por uma Temporada no Inferno?

O Tempo surgindo do Caos?

Nada sei, só sei que sorrir é resistir.

orfeu-e-euridice

Auguste Rodin, Orpheus and Eurydice, 1893.

~ por Godoy em 15 out 2017.

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