Samba canção

Meu querido, não tinha nada
que temer minha reação, não!
Preferia ser escorraçada
A ser por dó tratada com educação.

Num dado instante,
Algo estranho: a Poesia
a emanar de você
_ no som de sua voz impudente
A gritar meu nome_
Ecoa em minha mente!
Por ser tão díspar
do que você sempre foi,
Por ser inesperado vir
de você um rompante assim,
sempre contido e distante de mim.

Com a violenta adulteração
de seu ser eu sonhei?
Ou com a insinuação
do seu eu verdadeiro?
Se o encontrasse
E tocasse
E ouvisse,
O Poema que fiz de você,
a uma palavra vulgar
No ar se esvaneceria.

_Graça provocante,
se torne rude para banir
de meu peito o acalanto!
_ essa cautela havia feito.

Amores quiméricos
Morrem em botão!

Navios já queimados,
no retorno me afogo.
Tudo perdendo o encanto.
Doçura, só aparente.
Transformado em deslumbramento
por generosa imaginação,
Foi por seu escárnio
e por sua vingança,
meu estranhamento!

Refreado o anseio,
Tudo de repreensível, então, já sucedia.
Em minha memória, a inocência
dessa emoção foi corrompida,
mas não por mim.

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