Maldição de um pai

 

Se meu pai me visse agora,
Todo orgulho que por mim sentia
Sumiria na hora
Sentiria vergonha de ter
trazido ao mundo uma louca
E pensaria: que decepção!
Quando nasceu, seu sorriso enchia os lugares,
Sufocava de tanto gargalhar!
Agora, sua vida é um eterno lamento,
Um lamuriar sem fim que causa enjoo…
Tudo que ensinei sobre o poder da vontade
Desfez-se em pó…
Quem foi que fez isso a ela?
Quem foi?
Maldito seja aquele que matou a infância
Daquela que se contemplava,
da que o autoconhecimento buscava!
Já não é a mais bela da festa,
Apagaram seu brilho,
Morreu em botão.

12-04-2012

Mulher dormindo

~ por Thaís de Godoy em 31 ago 2012.

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